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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Junho 30, 2020

Cecília

Se os pecados fossem uma coisa simples, as pessoas só precisavam de deixar de os fazer. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

 

Junho 26, 2020

Cecília

O Samuel devia ter razão, talvez a felicidade seja só ponto de vista. 

 

Afonso Reis Cabral – Pão de Açúcar
Publicações Dom Quixote (2018)

 

 

Junho 23, 2020

Cecília

Assim te insurges, leal, frente ao silêncio.

 

O mesmo espaço visível, ocupa-o.

(...)

Amanhã será sempre hoje este momento.

Outro, pleno e vão.

(...)

Em ti mesmo dá lugar ao espaço. 

 

 

António Ramos Rosa in OCUPAÇÃO DO ESPAÇO  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

Junho 16, 2020

Cecília

Reformulação do registo de pecados 

(...)

Este registo de pecados devia ser um registo de pensamentos. Não são pecados: são pensamentos. Pensamentos que uma pessoa deve ter para se perguntar acerca das coisas. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

 

Junho 05, 2020

Cecília

O rapaz de calças de ganga era, afinal, uma pessoa séria. Tinha estudado muito, no seminário. O pai era um lavrador com posses, como o senhor Rodrigues, e ele só se tinha formado por devoção. Podia ter ido para médico, engenheiro ou professor. Com os conhecimentos do pai, podia estar muito bem na vida. Podia ter investido num negócio ou arranjado um tacho na câmara municipal. Se fosse uma pessoa menos decente, era o que teria feito. Tantos que queriam e não podiam! 

Sem se esquecer de referir o pormenor da indumentária devida a uma pessoa que ocupava a posição dele, o meu pai dizia o mesmo (...)

As calças de ganga eram o defeito do qual ninguém, a não ser Deus, se conseguia eximir. Estávamos servidos para a vida. Que pedíssemos a Deus que o estimasse, todos os dias, nas nossas orações. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

Abril 25, 2020

Cecília

(...) e penso que só vale a pena desenhar coisas como aquela paisagem para dar a ver. Para mostrar como vejo as coisas».

Aquilo de querer que os outros vissem como ele, no fundo, é o que toda a gente quer: que os outros nos compreendam. Mas uns podem e outros não. 

 

Afonso Reis Cabral – Pão de Açúcar
Publicações Dom Quixote (2018)

 

 

Abril 22, 2020

Cecília

Sabia também que as pessoas mentiam. E que o faziam de todas as maneiras possíveis. Mentiam umas às outras, mentiam-lhe a ele e mentiam a si próprias. Apanhava versões contraditórias acerca do mesmo assunto. As pessoas inventavam tudo e mais alguma coisa para fugir à verdade. Por isso não eram crentes do fundo do coração. Cumpriam uma formalidade, na confissão. Nada mais. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

 

 

Abril 16, 2020

Cecília

uma gabardina antiga que pouco depois de casado já não me servia e a minha mulher guardava porque a tinha vestida na primeira vez que a vi, lembram-se sempre do que nós já esquecemos e censuram-nos por isso, nem sequer com palavras, basta um olhar 

 

António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018)

Publicações Dom Quixote (2018)

 

 

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Abril 15, 2020

Cecília

Não havia volta a dar (...) Há coisas que não param depois de terem sido postas em movimento (...) 

Às vezes é preciso que os anos passem para que uma pessoa consiga olhar para as coisas como elas são. E assim de uma maneira geral as coisas não são o que queríamos.

Mas isso tu já sabes. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

 

 

 

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