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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

24
Jan22

o talento da leveza

Cecília

Mas nós perdemos as leves

sandálias do vento

já não conhecemos o gozo

vegetal

 

António Ramos Rosa in VINTE POEMAS PARA ALBANO MARTINS - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

05
Jan22

bien sûr

Cecília

Sou uma rapariga aérea que ora se apaga na luz, ora se acende com o vento.

 

António Ramos Rosa in CLAREIRAS - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

FEMME NUE, CHEVEUX COURTS (2020)

Corinne Gégot

 

29
Jun21

país(es)

Cecília

Um país se delimita nas mudanças do vento.

Labirinto ou fábrica de espumas sempre aberta. 

Sinuosas continuidades, dunas de pensamento, 

por vezes um abrigo, ninho de primavera,

por vezes um polvo ardendo nas areias. 

 

António Ramos Rosa in UM PAÍS, UM POEMA - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

12
Mai21

ad maiora natus sum

Cecília

O sol é uma noite suave

[...]

Reconheço um caminho entre dois reinos.

[...]

Ser sem qualidades,

consciência sem palavras.

 

Paciência na cor e na pedra

do ser. O esplendor dos sulcos brancos.

Abóbada de ausência, círculo do universo.

O que permanece ondula entre o verde e o vento. 

 

 

António Ramos Rosa in MEDIADORA DA AUSÊNCIA - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

30
Abr21

imperatriz mim

Cecília

 

No centro do tempo não há tempo

[...]

Sou uma linguagem límpida com o vento 

[...]

Como me perdi quem sou as interrogações cessaram

[...]

Tudo se desenrola na lúcida amplitude tranquila 

 

António Ramos Rosa in  NO CENTRO DO MUNDO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

05
Abr21

while

Cecília

inacessível corpo em outro corpo vivo 

As pernas são o grito

no rosto  no vento  A língua 

contra a língua

ou antes as duas línguas que a destroem 

 

Vertigem dos limites 

contra a vertigem 

[...]

Ancas intermináveis  Flancos 

que trucidam quando oscilam 

 

António Ramos Rosa in  FRAGMENTOS: FIGURA - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

31
Mar21

busca(r)

Cecília

 

essa paixão árida que não canta 

mas vibra seca no papel incerta 

 

Quem detém os olhos? Quem vê o curso

do vento nas palavras?

E as flechas que por vezes se desfazem?

 [...]

 

Tudo o que o poema faz desfaz

 

Mas sustenta a ferida 

nas margens mais distantes 

da distância 

na insensata esperança

no abismo 

 

Tu beijas aqui a dança e o desastre 

 

 

António Ramos Rosa in  O INCERTO EXACTO  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

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