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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Um terramoto atingiu Londres quando eu tinha onze anos. O mundo abanou, caíram louças das prateleiras, utensílios, vidraças racharam-se e as pessoas correram para as ruas, gritando que era castigo de Deus. Infantilmente, encontrei conforto no tremer da terra. A ideia de que existia uma força maior do que a insignificância de homens e mulheres agradou-me. Nos dias que se seguiram ao terramoto, os arautos da desgraça anunciaram que pecados de Londres eram responsáveis pela terrível (...)
    O malheureux mortels! ô terre déplorable! O de tous les mortels assemblage effroyable! D'inutiles douleurs éternel entretien! Philosophes trompés qui criez: "Tout est bien" Accourez, contemplez ces ruines affreuses Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses, Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés, Sous ces marbres rompus ces membres dispersés; Cent mille infortunés que la terre dévore, Qui, sanglants, déchirés, et palpitants encore, Enterrés (...)