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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

04 Mar, 2020

(tão bem) acordada

o que as mulheres engelham enquanto dormem senhores, se as mantivermos acordadas vinte anos sempre      António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018) Publicações Dom Quixote (2018)      
06 Fev, 2020

não parar

- Não pares não pares a pedirmos um ao outro - Não pares e prometo que não paramos  - Não paro não iremos parar, nunca iremos parar porque é agora, palavra, é agora, não sentes que é agora e nós juntos, nós unidos, nós presos um ao outro, que bom, até ao fim do mundo.      António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018) Publicações Dom Quixote (2018)      
16 Dez, 2019

em ti

Estou deitado em ti como na terra.    António Ramos Rosa in SEIS POEMAS DA TERRA - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)      
01 Nov, 2019

o que nos distingue

«Beber quando não temos sede e fazer amor em qualquer altura do ano, minha senhora; é isso que nos distingue dos animais» (Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, Le Mariage de Figaro).     Afonso Cruz_ O macaco bêbedo foi à ópera - Da embriaguez à civilização (2019) Fundação Francisco Manuel dos Santos e Afonso Cruz (2019)        
20 Out, 2019

um tango por dia

O chão é cama para o amor urgente, amor que não espera ir para a cama. Sobre tapete ou duro piso, a gente compõe de corpo e corpo a úmida trama.   E para repousar do amor, vamos à cama   O CHÃO É CAMA PARA O AMOR URGENTE”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE     
11 Out, 2019

sinuosos arpões

Num sinuoso acesso de dor  subia-se à felicidade como um peixe arpoado pela corola activa da fêmea. Ajoelho ante essa fúria sensual...      Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)      
10 Out, 2019

dínamo

Sinto profusamente aquilo que se furta às palavras mas não ao entendimento. Sinto as fases do teu corpo como um dínamo de luz a atravessar o meu peito.    Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)