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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

  Uma pequena ponte, uma lâmpada, um punho, uma carta que segue, um bom dia que chega, hoje, amanhã, ainda, a vida continua, no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia, nas mãos que se dão, nos punhos torturados, nas frontes que persistem.    António Ramos Rosa in NÓS SOMOS - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)     L'échappée belle Brigitte Sanchez  
09 Mar, 2020

impaciente, cega

  Alguém a viu sair, essa mulher descalça que marcha ao longo do muro impaciente e cega?      António Ramos Rosa in CICLO DO CAVALO - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)    
08 Jan, 2020

pormenores vitais

  (há pormenores sem importância alguma que, somos assim e pronto, a memória não larga)     António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018) Publicações Dom Quixote (2018)        
13 Nov, 2019

atitude

se não gostas de uma pessoa, afasta-te dela e deixa-a ir à sua vida.   Wray Delaney - Memórias de Uma Cortesã  (2016) Quinta Essência, Oficina do Livro (2017)      
frei Fernando Ventura, que apresentou o livro Jesus Cristo Bebia Cerveja, disse, por ocasião do lançamento, quando lhe perguntei se Jesus bebia cerveja: «É óbvio que sim. Jesus gostava de coisas boas.» Deus Pai também. No final de cada um dos dias da Criação, Ele constatava que a obra era boa (...) O axiarquismo da Sua conduta leva-nos a concluir o seguinte: devemos a nossa existência a coisas boas, como o amor e a cerveja. Sabemos que a vida é boa, quando no final do dia (...)
01 Nov, 2019

o que nos distingue

«Beber quando não temos sede e fazer amor em qualquer altura do ano, minha senhora; é isso que nos distingue dos animais» (Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, Le Mariage de Figaro).     Afonso Cruz_ O macaco bêbedo foi à ópera - Da embriaguez à civilização (2019) Fundação Francisco Manuel dos Santos e Afonso Cruz (2019)        
Com as portas abertas eu sou o mar que entra.  Mas sem esquecer o sangue, eu escuto e sei e espero.    António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)      
09 Out, 2019

não saber ganhar

Porque não soube merecer a glória, a mais suave de me deitar a teu lado e que do sangue a palavra abolisse a diferença entre o meu corpo e a minha voz porque te perdi  não sei quem sou      António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)          
Na história e na vida parece às vezes vislumbrar-se uma lei feroz, segundo a qual «dar-se-á a quem tiver; tirar-se-á a quem não tiver». No Lager, onde o homem está só e a luta pela vida se reduz ao seu mecanismo primordial, a lei iníqua está abertamente em vigor, é reconhecida por todos. Com os aptos, com os indivíduos fortes e astutos, os próprios chefes gostam de manter contactos, que chegam a ser de quase camaradagem, pois esperam poder tirar, talvez mais tarde, algum (...)