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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

É a hora em que a multidão dos funcionários deixa os gabinetes sobreaquecidos, abotoa os casacos de peles de imitação e se encafua nos autocarros.     Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)            
   in http://kidcrave.com/scoop/home-library-slide/     O momento que mais conta para mim é o que antecede a leitura. Às vezes é o título que basta para acicatar em mim o desejo de um livro que se calhar não existe. Às vezes é o incipit do livro, as primeiras frases... Resumindo: se para vocês basta pouco para pôr a imaginação em movimento, a mim basta-me ainda menos: a promessa da leitura.   Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil (...)
    Para esta mulher (...) ler significa despir-se de todas as intenções e de todos os preconceitos, para ficar pronta a acolher uma voz que se faz ouvir quando menos se espera, uma voz que não se sabe donde vem, de um lugar qualquer para além do livro, para além do autor, para além das convenções da escrita: do não dito, do que o mundo ainda não disse de si e ainda não tem palavras para dizer.     Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil (...)
A conclusão a que cheguei é de que a leitura é uma operação sem objecto; ou que o seu verdadeiro objecto é ela própria. O livro é um suporte acessório ou inclusivamente um pretexto.     Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)       Um livro nunca deve ser deitado fora – há sempre que o possa ler pela primeira vez – mas, mesmo que esteja em mau estado e ilegível, há quem o consiga transformar noutro objecto. É (...)
Você acha que todas as estórias devem ter um princípio e um fim? (...) O sentido último para que remetem todas as estórias tem duas faces: a continuidade da vida, e a inevitabilidade da morte.     Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)          
          créditos imagem: http://www.ivettedurancalderon.com/articulos/Reportajes/Escritores-fantasmas-escritores-por-encargo-escritores-sin-firma-escritores-negros-o-negros-de-la-literatura-quienes-son-a-que-se-dedican.../213       Declara-se indignado por alguém poder fazer uso indevido do meu nome, e pronto a ajudar-me a acabar com a fraude, mas acrescenta que afinal de contas não há motivo para me escandalizar, porque na sua opinião a literatura só é válida pelo seu (...)
Com a revolução há pessoas que mudam tanto que ficam irreconhecíveis e pessoas que se sentem iguais a si mesmas ainda mais do que antes. Deve ser o sinal de que já estão prontas para os novos tempos.    Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)     De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui.      
O director geral convida-te a observar o planisfério pendurado na parede. A coloração diferente indica:  os países em que todos os livros são sistematicamente apreendidos;  os países em que só podem circular os livros publicados ou aprovados pelo Estado; os países em que existe uma censura boçal, pouco rigorosa e imprevisível;  os países em que a censura é subtil, culta, atenta às implicações e às alusões, gerida por intelectuais meticulosos e astutos;  os países em (...)
14 Abr, 2017

porto seguro

  Que porto pode receber-te com maior segurança do que uma grande biblioteca?       Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)