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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

ecos


Cecília

02
Ago19

Ao contrário de todo mundo, que fica se ressentindo 'porque ela me deixou, não sabe o que perdeu', eu não tenho medo de dizer: eu é que fui covarde e babaca.

 

Cazuza

 

 

Y ahora intenta decir que me amas
Sin miedo a que parezca mentira otra vez
Y no lo ves
Digo yo que algo tendremos que hacer
Borra de golpe
Su nombre en mi nombre
Y así lo olvidaré
Y mira bien
Mientras yo te reproche de más
Y tu te escondas con la duda otra vez
No quiero mas pulsos
Hay tanto que perder
Hazme sentir que lo bueno está por llegar
Que esto también pasará
Hazme sentir que compartimos un mismo latir

 

as cerimónias do medo e do orgulho


Cecília

31
Jul19

Então, Manoel solta os freios das cerimónias, agarra-a pela cintura e, antes de a beijar, diz-lhe que as doidices de Lisboa não são nada, ao pé da doidice que ele tem por ela. Olha que estás a desfazer-me o chignon... Pois desfaço-to mesmo!

Acabam por comer a canja fria, o Manoel de camisa esgargalada e fora das calças, a Juliana de cabeleira desfeita e chambre chinês 

 

 

Álvaro Guerra – Razões de Coração (1991)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

 

tomara


Cecília

09
Jul19

Tomara que a tristeza te convença, que a saudade não compensa e que a ausência não dá paz.

 

Vinicius de Moraes

19 de outubro de 1913 — 9 de julho de 1980

 

Onde Anda Você - Vinicius de Moraes & Toquinho

( Vinicius de Moraes / Hermano Silva )

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

 

 

beijo


Cecília

06
Mai19


E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.

 

Rosa Lobato Faria, in 'Dispersos'

 

 

 

dad


Cecília

19
Mar19

Your Very Own Guardian Angel


The loss of a father
Is a heavy burden to bear.
He's a source of quiet strength
That is so missed when he's not there.

Take comfort he's in Heaven,
And looking down at you.
He'll be there through the coming years,
Watching over and guiding you.

He's your very own guardian angel,
And he'll be with you to the end,
When you meet again in Heaven,
And your broken heart will finally mend.

in https://dying.lovetoknow.com/Poem_in_Memory_of_a_Dad

 

 

(obrigada B. pelo privilégio de me ter tornado mãe contigo. pela honra de ser mãe das tuas filhas. direi sempre às nossas meninas que são filhas de um homem bom. o melhor homem que conheci até hoje. para sempre , eu e tu, - pai e mãe - pais em planos espirituais diferentes.

Amor, Luz, Paz)