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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nunca a canção fora tão bela e tão temida, como quando foi servida pelos Príncipes da Palavra. Muitos viviam exilados, ou, se estavam em Portugal, eram presos com frequência. Constituíam uma autêntica plêiade de poetas e baladeiros para quem a canção era uma arma. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Natália Correia e outros. Mas até o rock, por fim emergente, acabaria por entrar também pelos (...)
António chegou a Amesterdão em 1974, numa altura em que a cidade estava na vanguarda de um sem número de movimentos, desde a ecologia à luta anti-apartheid, passando pela liberalização das drogas ditas leves, que eram ali encarados com o mesmo pragmatismo com que, em muitos outros países, se aceitam e até estimulam outros vícios como o jogo. Havia para todos os gostos. Grupos anarquistas, ecologistas, pacifistas, os krakers, com as suas redes de okupas, que pressionavam o governo, (...)
25 Jun, 2019

prophecy

Skin head, dead head Everybody gone bad Situation, aggravation Everybody allegation In the suite, on the news Everybody dog food Bang bang, shot dead Everybody's gone mad All I want to say is that They don't really care about us All I want to say is that They don't really care about us Beat me, hate me You can never break me Will me, thrill me You can never kill me Sue me, Sue me Everybody do me Kick me, kick me Don't you black or white me All I want to say is that They don't really care (...)
Pode acontecer que muitos, indivíduos ou povos, julguem, mais ou menos conscientemente, que «todos os estrangeiros são inimigos». Na maioria dos casos esta convicção jaz no fundo dos espíritos como uma infecção latente; manifesta-se apenas em actos esporádicos e desarticulados e não se constitui num sistema de pensamento. Mas quando tal acontece, quando o dogma não enunciado se torna premissa maior de um silogismo, então, no fim da cadeia, encontra-se o Lager. Ele é o produto (...)
- Isto o melhor é dar a volta - atirou um fulano que passava ao lado do Palha.  - Não anda, é? - perguntou o Palha.  - Oh, pelo menos mais meia hora.  - Atão porquê? - Foi ali um gajo numa Toyota que deu uma passa num preto.  - Num preto? - Sim, num preto, tá práli a gemer debaixo do carro e não há meio de virem os bombeiros.  - Mas já chamaram? - Eu acho que sim, mas também não confirmei porque tenho a bateria do móvel quase no fim.  - E o gajo está mal? - (...)