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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

cada gota, conta

15.04.21

Plano nacional de combate ao racismo e à discriminação 2021-2025

 


Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação já está disponível para consulta pública e a Federação foi uma das entidades consultadas para a elaboração do documento.

A Federação Portuguesa de Futebol contribuiu para a construção do Plano de Combate ao Racismo e à Discriminação, que foi apresentado esta sexta-feira e já está disponível para consulta pública.

O organismo que tutela o futebol nacional foi uma das entidades desportivas consultadas para elaborar o anexo 9 deste documento.

Para além da FPF, também a Liga Portugal e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol foram ouvidos antes da conclusão deste trabalho e as três entidades enviaram uma proposta conjunta de medidas a incluir neste Plano.

O documento está organizado a partir de 4 princípios (“Destruição de estereótipos”, “Coordenação, governança integrada e territorialização”, “Intervenção integrada no combate às desigualdades” e “Intersecionalidade”) e 10 áreas de atuação: “Governação, informação e conhecimento para uma sociedade não discriminatória”, “Educação e Cultura”, “Ensino Superior”, “Trabalho e Emprego”, “Habitação”, “Saúde e Ação Social”, “Justiça, Segurança e Direitos”, “Participação e Representação”, “Desporto” e “Meios de Comunicação e o Digital”.

O Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação, que prevê também vagas específicas na Universidade para alunos carenciados, estará disponível para consulta pública até ao próximo dia 10 de maio.

in https://www.fpf.pt/pt/News/Todas-as-not%C3%ADcias/Not%C3%ADcia/news/29192?smkid=1%3AU4UmqcSXqNc&utm_source=smarkio_email&utm_campaign=NLFPF_20210415_Racismo&utm_medium=email

 

 

up!

22.11.20

...lembra-se particularmente bem dele, num cocktail no hotel Sheraton, aí por volta de 1978, com o corpo cheio de ligaduras, «salpicadas e manchadas de encarnado como se fosse sangue, e um casaco por cima. E eu perguntei-lhe, pá, isso é a t-shirt da guerra? E ele, com aquele sorriso desarmante, «não é? Com os tiros que estes gajos me dão?»

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

 

 

Inútil muro

25.09.20

Inútil muro sobre outro muro.

Invisível o que se lê,

o visível que se não lê. 

 

António Ramos Rosa in UM RASTRO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

A young black girl, scarcely more than a child herself, looks after a baby girl for a white family. 1969, South Africa. © Ian Berry/Magnum Photos

in https://wepresent.wetransfer.com/story/ian-berry-and-bieke-depoorter/

cor chinesa

16.05.18

Façamos aqui um pequeno parêntesis para explicar um dos problemas capitais da criação humana, isto é: o aparecimento de diversos tipos de indivíduos com cores estranhas. (Não nos referimos, evidentemente, à cor política, mas à coloração da própria pele) [...] Outra teoria pretende que o fenómeno tem diversa explicação. Assim, atribue a invenção dos peles-vermelhas, não a Deus - como pode parecer óbvio - mas ao Sr. Cecil B. de Mille e outros produtores de filmes com índios em tecnicolor. Os negros, (segundo a mesma teoria), foram descobertos por um empresário americano de divertimentos públicos, pois todos conhecem essas interessantes festazinhas do folclore estadunidense onde um negro sempre faz o papel do actor principal exibindo-se pendurado numa árvore, regado com gasolina e ardendo. 

Só o aparecimento da raça amarela é que não tem explicação. Os chineses vieram ao mundo há coisa apenas de alguns anos, e logo 600 milhões duma assentada. Ninguém sabe porque foram criados, pois só têm trazido dores de cabeça aos delegados ocidentais da ONU 

 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

 

 

 

 

áfrica

13.10.16

 

Margareth Menezes

(13 de outubro de 1962)

 

"Recentemente, o escritor Mia Couto esteve de volta ao Brasil para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e mais uma vez me surpreendeu com uma simples frase: “Deixem a África contar sua própria história”. Isso bateu em mim como uma bigorna! Se pararmos pra pensar, o que realmente conhecemos sobre o continente africano, se não as informações trazidas de lá pelos povos que se meteram a colonizar o não colonizável? O que realmente se revelou da gigante e misteriosa África que pode nos dar alguma base real da sua verdadeira história? Partindo da informação de que são 61 países eterritórios, todos independentes, cada um dividido por várias etnias com dialetos, idiomas, histórias de formação e reinados muito mais antigos do que o Brasil e alguns países da Europa, ainda há muito o que se saber.

Ainda hoje, muitos pensam a África como um grande deserto. Eles existem, mas além do Saara e da Namíbia, existem muitas belezas nas savanas africanas, montanhas e rios maravilhosos, existem cidades modernas, como asque já vi. A África Oriental é riquíssima e cheia de colaborações para a formação da cultura ocidental. Existem povos na África que não têm o menor interesse em interagir com o ocidente e se bastam. Tudo o que sabemos da África são dados trazidos para nosso conhecimento de forma convencional. A partir dessas ideias, vejo como perdemos tempo na insistência em alimentar a discriminação no solo do nosso país. Uma ação fora de propósito, já que seríamos muito mais ricos se fosse incentivada a inclusão de todos os cidadãos. Penso que na atual situação do mundo, o país que tiver seu povo unido e melhor preparado garantirá seu futuro mais soberano." 

 

Margareth Menezes - "A história da África por ela mesma" - coluna, Revista Raça Brasil nº 183