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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

14
Jan22

mania - do grego μανία, «estado de loucura»

Cecília

Toda a gente parece estar a agir de acordo com o momento presente; nunca mais. Nunca mais. A urgência de tudo isto é assustadora. 

 

Virginia Woolf – As Ondas (1931)

Colecção Mil Folhas / Bibliotex SL / M.E.D.I.A.S.A.T. e Promoway Portugal Ltda (2002)

Sometimes We Just Sit and Think

Sam Toft

 

18
Nov21

antecipando o frio do inverno

Cecília

Um mundo onde a ignorância é primavera

onde a alegria estremece deslumbrada 

 

António Ramos Rosa in O TEMPO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

28
Jun21

uma questão de rotas

Cecília

[...] e ali nos sentávamos, às cinco da manhã, à espera de serviço, à espera que algum carteiro efectivo telefonasse a dizer que estava doente. Normalmente, os carteiros efectivos adoeciam quando chovia ou quando havia uma vaga de calor, ou então depois de um feriado, quando o correio duplicava. 

 

Charles Bukowski – Correios (1971)

Antígona (2015)

 

 

09
Mar21

encontro

Cecília

Como se caminhasse para um encontro

                                                      encontro

a cor do muro

[...]

e do olhar 

[...]

lá fora   atrás   presente 

 

António Ramos Rosa in  DECLIVES  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

09
Mar21

o presente que é o presente

Cecília

Eu aprenderei a partir sem conhecer 

para onde vou nem olharei para trás

eu aprenderei que o presente é o presente 

 

António Ramos Rosa in  O INCÊNDIO DOS ASPECTOS  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

03
Mar21

a saúde está no coração

Cecília

Sebastião (...) ao despedir-se do pai prometeu-lhe, diante da mãe, que iria contar ao mundo a história da atitude heroica do cônsul de Bordéus em 1940. E assim o fez. Em agosto de 1945 instalou-se na Califórnia, e com o irmão Carlos Francisco Fernando começou a divulgar o gesto de rebeldia praticado pelo pai, que tantas vidas tinha salvado, e que era uma verdadeira proclamação dos direitos humanos. Escreveu vários rascunhos (...)

Mas nos anos que se seguiram ao apocalipse que foi a Segunda Guerra Mundial, a Humanidade não estava preparada para ler histórias de morte, destruição e iniquidade. As pessoas queriam olhar para um futuro menos escuro, menos duro. Acabavam de sair do inferno, queriam esquecê-lo, queriam aproveitar o que a vida tinha de bom para lhes oferecer, e deixar para trás os anos de luta e desesperança. É verdade que havia filmes sobre a guerra, e as pessoas iam ao cinema vê-los, mas era difícil o processamento, de um ponto de vista mais racional, mais intelectual, de um horror como a carnificina que foi o Holocausto. Era muito penoso, como coletivo, termos de nos interrogar sobre as razões que permitiram que tal monstruosidade acontecesse. 

Teriam de passar 70 anos para que os países que participaram na Segunda Guerra Mundial se voltassem para esse período da História, fizessem eles parte dos vitoriosos ou dos derrotados. Essa já era uma história que tinha sido vivida pelos nossos avós, duas gerações tinham nascido e crescido depois daquele horror, e agora desejavam compreender minimamente aquilo que pais e avós não puderam entender. 

 

António Moncada S. Mendes – Aristides de Sousa Mendes, Memórias de Um Neto
Edições Saída de Emergência e António Moncada S. Mendes  (2017)

 

 

17
Fev21

perdoar e avançar OU esquecer e passar à frente

Cecília

A sua boca cerra-se num silêncio de fogo, num silêncio terrível como se temesse desencadear, abrindo-a, a tempestade dos mundos, a hecatombe redentora. É a própria boca da vontade, do amor que não perdoa. A vingança nela tem outro nome: a justiça. Ela é todo o passado, todo o presente e todo o futuro. 

 

António Ramos Rosa in  AS MUSAS - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

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