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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

10 Mar, 2020

cidade

detesto estar longe das cidades porque tudo me ameaça sob esta paz aparente, este falso sossego em que não acredito    António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018) Publicações Dom Quixote (2018)   City of Porto / Oporto in Portugal Rui Carruço     Casamento na Aldeia Sarah Affonso    
28 Set, 2017

estações

O extinto Mosteiro de São Bento da Ave-Maria ficava precisamente onde hoje está a Estação de São Bento, entre as Ruas do Loureiro e da Madeira, tendo à frente um amplo logradouro, que é na actualidade a Praça de Almeida Garrett (...) Do Mosteiro de São Bento da Ave-Maria e da sua igreja já nada resta. Apenas e só a memória escrita, o que já não é mau. Quando começaram as obras para a construção da estação ferroviária, chegou-se à conclusão de que o espaço não era o (...)
05 Set, 2017

o março que marca

Na história do Porto, Março aparece como um mês marcado por várias tragédias que, ao longo dos tempos, enlutaram profundamente a cidade. Uma das maiores foi o naufrágio do vapor Porto, a 29 daquele mês de 1852. Quarenta e três anos antes, a 29 de Março de 1809, havia ocorrido a horrível tragédia da Ponte das Barcas, que provocou cerca de cinco mil mortos. Deu-se quando o general Soult entrou no Porto, à frente dos invasores franceses. Outra grande catástrofe que teve o mês de (...)
05 Set, 2017

com o rio à porta

  Com a foz do rio à porta (...) a cidade transformou-se (...). «O Douro», escreveu Cruz Malpique, «foi que fez o Porto tal como foi, tal como é, tal como será sempre: trabalhador, independente, vigoroso, de falas desassombradas, de cerviz bem erguida, batendo o pé a todas as tiranias     Germano Silva e Lucília Monteiro – Porto, a Revolta dos Taberneiros e Outras Histórias (2004) Editorial Notícias (maio 2004)        
09 Ago, 2017

de profundis

  Eram dez da manhã do dia 7 de Maio de 1829 quando os padecentes deixaram a prisão a caminho do cadafalso. O macabro préstito abria com uma força militarizada. Um autor da época escreveu que a cena tinha mais de «auto-de-fé do que do cumprimento de uma sentença saída do tribunal secular...». Os irmãos da Misericórdia seguiam junto à bandeira da irmandade, desfraldada ao vento, e «ao lado da zumba pintada de negro com os símbolos que nos ficaram do paganismo - a ampulheta, (...)
Foi no dia 29 de Março de 1852 que se verificou o naufrágio do vapor Porto, à entrada da barra do Douro e à vista de centenas de pessoas que nada puderam fazer para socorrer os náufragos (...) O barco, que levava aos comandos o experiente piloto António Pinto, saíra do rio Douro, na véspera, ou seja a 28 de Março de 1852, que era um domingo, com destino a Lisboa (...). O Porto era um vapor já cansado, já com alguns anos de uso. Evidenciava a necessidade urgente de alguns (...)
Foi um próspero comerciante e também um lavrador de vistas largas. Não limitou a sua actividade à exportação do vinho do Porto. Cultivou a vinha, plantou olivais e produziu azeite segundo conceitos vanguardistas; foi fabricante de vinagres e dedicou-se ainda ao linho, que aprendeu a «malhar, tascar,espadar e pentear».  Trabalhava desde o romper do dia até à hora do jantar, que se fazia, naquela época, por volta das seis da tarde.  Desenhou e ilustrou mapas da região (...)
26 Abr, 2017

ao porto

Ao Porto   Ó meu severo berço de granito! (Este lembrar-te é um luar do fim?) Vi os fiordes - não valem o teu rio!  O melhor da tua força manda em mim.    A tua fala é um gume leal.  Avulso, o teu saber independente,  amigo ou inimigo - uma só fé!  Quando a névoa te cobre - um rosto ausente.    António de Sousa, in Linha de Terra - 1898        Germano Silva e Lucília Monteiro – Porto, a Revolta dos Taberneiros e Outras Histórias (2004) Editorial Notícias (maio 2004) (...)