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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

16 Jan, 2020

M. (16.01.2014)

Feliz Aniversário

(...)  Filhos? Filhos Melhor não tê-los Noites de insônia Cãs prematuras Prantos convulsos Meu Deus, salvai-o! Filhos são o demo Melhor não tê-los . . . Mas se não os temos Como sabê-los? Como saber Que macieza Nos seus cabelos Que cheiro morno Na sua carne Que gosto doce Na sua boca! Chupam gilete Bebem xampu Ateiam fogo No quarteirão Porém que coisa Que coisa louca Que coisa linda Que os filhos são!   Vinicius de Moraes    
16 Dez, 2019

em ti

Estou deitado em ti como na terra.    António Ramos Rosa in SEIS POEMAS DA TERRA - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)      
10 Dez, 2019

W. Chimobi

Before you came, things were as they should be: the sky was the dead-end of sight, the road was just a road, wine merely wine. Now everything is like my heart, a color at the edge of blood: the grey of your absence, the color of poison, of thorns, the gold when we meet, the season ablaze, the yellow of autumn, the red of flowers, of flames, and the black when you cover the earth with the coal of dead fires. And the sky, the road, the glass of wine? The sky is a shirt wet with tears, the (...)
02 Nov, 2019

epifania

a morte é isto: abundância     Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)       The Last Judgement (1533 - 1541) Michelangelo Buonarroti    
22 Out, 2019

tempo

  Põe o tempo o cuidado que ignora o ouvido e que o livro não dá. É dele este silêncio, este saber, este ouvir e calar. (...) É dele o pouco a pouco, o aproximado, o justo.  (...) É doce e grande  o tempo. (...) Põe o tempo o cuidado. Mas não põe as estrelas.   Perde o olhar o brilho. Mas o mar não se perde.        António Ramos Rosa in Antecipação à Velhice - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)        
20 Out, 2019

um tango por dia

O chão é cama para o amor urgente, amor que não espera ir para a cama. Sobre tapete ou duro piso, a gente compõe de corpo e corpo a úmida trama.   E para repousar do amor, vamos à cama   O CHÃO É CAMA PARA O AMOR URGENTE”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE