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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

a culpa é do governo

"Está um tempo insuportável! Como é que o governo não trata disto?" (...) resmungou o lobo. "Estou a dizer-lhes que a culpa é do Governo, e se não acreditam em mim, devoro-os a todos já!"

 

 

 

Oscar Wilde – O Menino-Estrela (1891)
Ilustração: Luís Henriques

Oficina dos Sonhos - Clássicos - Porto Editora (2008)

 

 

 

 

 

 

 

 

acumulação de recibos

Além disso todos somos, hoje em dia, mais do que uma só coisa; por vezes várias e contraditórias. Como se explica por exemplo, à luz do Evolucionismo, a vida múltipla de certos indivíduos que são, ao mesmo tempo, fiscais e contrabandistas, polícias e ladrões, dactilografas e mulheres a dias, mulheres a dias e mulheres a noites?... Como explicar, efectivamente, estes e outros casos, de ainda mais notória acumulação (!), como o de um certo cavalheiro que já vai a caminho dos 44 lugares (tantos como os de um autocarro - mas todos bem remunerados) e a quem sobra tempo para se sacrificar pelo bem público? Serão a centopeia e os restantes miriápodes seus ascendentes, capazes de nos explicar como é possível assinar todos os meses tamanha quantidade de recibos? 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

primeiro pulha da história

 

merece referência especial o primogénito chamado Caím, o qual, matando o irmão com requintes de malvadez se consagrou como o primeiro pulha da história. 

Nascida neste ambiente de tragédia familiar, não admira que a nossa civilização esteja recheada de situações ignominiosas e que o destino humano seja, mais dia menos dia, a pulhice integral. Porque a calma, a decência, a honestidade e o gosto pela vida ficaram para sempre com os macacos na floresta virgem. 

 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

monkeys.jpg

 

 

 

judiarias errantes

minha vida, bisa a da lenda do judeu errante. Não me é permitido morrer. Não me é permitido descansar. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

On the turning away
From the pale and downtrodden
And the words they say
Which we won't understand
"Don't accept that what's happening
Is just a case of others' suffering
Or you'll find that you're joining in
The turning away"

It's a sin that somehow
Light is changing to shadow
And casting it's shroud
Over all we have known
Unaware how the ranks have grown
Driven on by a heart of stone
We could find that we're all alone
In the dream of the proud

On the wings of the night
As the daytime is stirring
Where the speechless unite
In a silent accord
Using words you will find are strange
And mesmerized as they light the flame
Feel the new wind of change
On the wings of the night

No more turning away
From the weak and the weary
No more turning away
From the coldness inside
Just a world that we all must share
It's not enough just to stand and stare
Is it only a dream that there'll be
No more turning away?

 

 

o demasiado-principal-problema de muitos

Aquele era o problema de ser escritor, o principal problema - tempo livre, demasiado tempo livre. Era preciso esperar pela acumulação de ideias antes de se poder escrever, e enquanto se esperava enlouquecia-se, e enquanto se enlouquecia bebia-se, e quanto mais se bebia mais louco se ficava. Não havia nada de glorioso na vida de um escritor ou na vida de um bêbado. 

 

 

Charles Bukowski in 400 Quilos  - Música para Água Ardente (1983)

Antígona (2015)

 

 

 

 

 

 

tom humano

Já notei que a maior parte dos homens se sente açulada e indignada quando, em pleno combate moral, recorremos à ternura e ao afecto. É vê-los feras amansadas e apanhadas de surpresa assim que recorremos à violência ou à dureza (...) Realidade estranha e deplorável, pois, em muitos casos, é igualmente aplicável à amizade (...) Quando não é refreado nem reprimido, o homem aproveita imediatamente para cometer abusos. Despreza quem o receia e maltrata quem o ama; receia quem o despreza e ama quem o maltrata. 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

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