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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

06 Mar, 2020

deixar

Não cantes vitorioso nem a galope: deixa as palavras virem ao nível do seu vagaroso peso, do seu chão de água.    António Ramos Rosa in ONDE AINDA É POSSÍVEL - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)    
06 Fev, 2020

não parar

- Não pares não pares a pedirmos um ao outro - Não pares e prometo que não paramos  - Não paro não iremos parar, nunca iremos parar porque é agora, palavra, é agora, não sentes que é agora e nós juntos, nós unidos, nós presos um ao outro, que bom, até ao fim do mundo.      António Lobo Antunes – A Última Porta Antes da Noite (2018) Publicações Dom Quixote (2018)      
O blog Nariz de Cera foi metido onde nunca achou (nem se lembrou) ser chamado.  Foi indicado aos Sapos do Ano - Livros.  Confesso que nem seguia o evento - como não sigo os Óscares; fiquei absolutamente surpreendida, e agradeço a quem por bem achou lembrar-se deste meu livro de apontamentos. Desta feita, sinto, de uma nova forma, as palavras de Mário Quintana:   O livro traz a vantagem (...)
10 Out, 2019

dínamo

Sinto profusamente aquilo que se furta às palavras mas não ao entendimento. Sinto as fases do teu corpo como um dínamo de luz a atravessar o meu peito.    Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)      
09 Out, 2019

não saber ganhar

Porque não soube merecer a glória, a mais suave de me deitar a teu lado e que do sangue a palavra abolisse a diferença entre o meu corpo e a minha voz porque te perdi  não sei quem sou      António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)          
23 Set, 2019

38

(...) As palavras mais simples têm frio como a palavra amor como a palavra tempo (...) As palavras mais simples são as mais preciosas como uma sombra vã numa rua deserta      António Ramos Rosa in À MEMÓRIA DE PAUL ÉLUARD   António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)      
Vai ao ponto de aconselhar prudência, ao menos esperar os pareceres da hierarquia, a palavra esclarecida do Bispo de Lisboa, do Inquisidor. A Santa Madre Igreja sempre soube conviver em paz com os governos, sempre colocou acima de tudo o sossego dos fiéis e o respeito das leis. Lérias - resmunga o abade de Ribamar. - Cá para mim, hereges que me invadam a casa estão a pedir é cachaporra nos lombos! É uma fanfarronada, mas sempre alivia. Teodósio cala-se, numa censura cautelosa, a (...)
18 Jan, 2019

ventania dentro

Esqueçamos as palavras, as palavras:  As ternas, caprichosas, violentas,  As suaves de mel, as obscenas,  As de febre, as famintas e sedentas.    Deixemos que o silêncio dê sentido  Ao pulsar do meu sangue no teu ventre:  Que palavra ou discurso poderia  Dizer amar na língua da semente?    José Saramago - Finalmente Alegria     
A maior aventura de um ser humano é viajar, E a maior viagem que alguém pode empreender É para dentro de si mesmo. E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro, Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros, Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas E descobrir o que as palavras não disseram... Augusto Cury