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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

gostaria de deixar claro que a nostalgia extremada ou o optimismo cego no progresso, e especialmente num crescimento histérico e infinito, são irracionais e que o uso da temperança e de algum conhecimento factual poderão trazer coisas boas no momento de pesar o que pode ou deve ser preservado do passado, quais as importantes conquistas do presente, e o que é desejável no futuro.    Afonso Cruz_ O macaco bêbedo foi à ópera - Da embriaguez à civilização (2019) Fundação (...)
18 Abr, 2019

a manha teimosa

Nem os sessenta anos de domínio castelhano puderam domar a manha teimosa que tem aguentado Portugal como Estado de geografia absurda. O episódio francês será passageiro. Devemos, portanto - diz ela - vergar como vimes em vez de nos erguermos como robles. Dom António admite intimamente que tal imagem faz jus a nobres e pueris sentimentos e, na sua paciente sageza, acha que o puro patriotismo da mulher é, além de ingénuo, conveniente. Como ter um filho a preparar guerrilhas, outro no (...)
01 Jan, 2019

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A tua marcha lenta enerva-me e satura-me As constelações são mais rápidas nos céus  a terra gira com um ritmo mais verde que o teu passo Lá fora os homens caminham realmente Há tanta coisa que eu ignoro e é tão irremediável este tempo perdido Ó boi da paciência sê meu amigo!   António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)      
A cólera do justo é terrível: é a mão de Deus a esmagar-nos; o ódio do perverso não passa de fastio: é a blasfémia estéril e sórdida do demónio. O justo é corajoso e implacável; o injusto é cobarde e tortuoso. Este trabalha dez anos para cometer uma iniquidade que se revela um malogro; o primeiro faz brilhar a verdade como um clarão, e ao fim de dez anos de silêncio e de calma, é capaz de fulminar com o olhar e com uma única palavra o infame que esgotou a sua paciência.     
05 Abr, 2017

seres

... a paciência desconsolada das pessoas demasiado nervosas e o nervosismo ultrassónico das pessoas demasiado pacientes.    Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979) Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)