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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

08 Set, 2019

a medida

(...) em nome do sofrimento e da felicidade em nome dos animais e dos utensílios criadores em nome de todas as vidas sacrificadas em nome dos sonhos  em nome das colheitas em nome das raízes  em nome dos países em nome das crianças  em nome da paz que a vida vale a pena que ela é a nossa medida que a vida é uma vitória que se constrói todos os dias  (...)   António Ramos Rosa in O BOI DA PACIÊNCIA   António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & (...)
28 Ago, 2019

vividamente

irei eu rir quando se descobrir que a morte é pertença deste lado exausta do milagre e do                                                                                                           [ sonho.     Paulo da Costa Domingos in ARA     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)      
Dou-te um nome de água para que cresças no silêncio.   Invento a alegria da terra que habito porque nela moro.   Invento do meu nada esta pergunta. (Nesta hora, aqui.)   (...)   Amor, eu sei que vives num breve país.   Os olhos imagino e o beijo na cintura, ó tão delgada.   Se é milagre existires, teus pés nas minhas palmas.  Ó maravilha, existo  no mundo dos teus olhos.   Ó vida perfumada cantando devagar.   Enleio-me na clara dança do teu (...)
08 Ago, 2018

foi a cerveja

Na mesa junto à janela virada para Poente, ensaia-se uma Última Ceia: a companhia de teatro arranjou doze apóstolos e um Cristo (...) De repente, a meio de uma dança, Borja caminha para a mesa onde se desenrola a Última Ceia e manda retirar o vinho, pois é um erro histórico. O Cristo está impávido, mas São João acha que não faz sentido e afasta o seu copo do alcance do professor, que começa a discursar: - Ninguém sabe, caros Jesus Cristo e seus apóstolos, por que razão o (...)
09 Mai, 2017

fátima

(...) Então, quando essas palavras são publicadas, o segredo é libertado no mundo: mistura-se com o olhar dos outros. Por consequência, muda a forma como os outros veem e, também, a forma como os outros nos veem. Foi justamente nos olhares dos outros que encontrei as primeiras questões. Ainda sem terem lido uma página, quando se mencionava o tema "Fátima", todas as perguntas eram formas explícitas ou subliminares de me colocarem uma única pergunta: acredita? (...) Em nenhuma (...)