Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

camelos de todos os desertos

Aliás, esta falta de dinheiro (...) continuou a fazer-se sentir durante várias dinastias, andando até o faraó muito ralado por não poder elevar o nível de vida da população, sem fazer baixar o seu e o dos seus amigos.

Só na quarta dinastia houve massa para construir as pirâmides (...) tais obras de fachada sempre encheram de admiração e pasmo os camelos que circulam em todos os desertos 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

evolucionismo II

Conquanto seja uma teoria relativamente recente, o Evolucionismo está já perdendo actualidade, pois não consegue explicar como é que o ser humano atingiu tão elevado grau de abandalhamento nem outros fenómenos próprios do nosso tempo. 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

Screen-Shot-2014-07-28-at-2.36.57-PM-700x520.png

 

 

a culpa é do governo

"Está um tempo insuportável! Como é que o governo não trata disto?" (...) resmungou o lobo. "Estou a dizer-lhes que a culpa é do Governo, e se não acreditam em mim, devoro-os a todos já!"

 

 

 

Oscar Wilde – O Menino-Estrela (1891)
Ilustração: Luís Henriques

Oficina dos Sonhos - Clássicos - Porto Editora (2008)

 

 

 

 

 

 

 

 

com a falsidade nos entendemos

Perguntará o avisado leitor como é que esse documento foi escrito se, nesse tempo, a arte de escrever era desconhecida. Pergunta acertada, sim senhor! Nós poderíamos responder que a letra do fado tinha chegado até nós por tradição oral, ou por um pré-histórico e hoje desconhecido sistema gráfico. Podíamos, mas não o fazemos. Não senhores. Confessamos lealmente que este documento é falso. Foi forjado por nós. E porque não, se vivemos numa época em que tudo é falso, desde o sorriso das mulheres às notícias nos jornais? Porque não havemos também de mentir se mentem os propagandistas, os locutores, os políticos, os comerciantes e os titulares? Porque não havemos de enganar, adulterar a verdade e ludibriar o leitor se a humanidade é uma imensa e pavorosa burla? Sim, porque haveríamos de ser nós os únicos a ser verdadeiros, probos e honestos? Expliquem-nos porquê. 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

 

 

aprende a esperar

Aprende a esperar, pois ninguém conhece o futuro, e é mais do que certo que não o conseguirás submeter à tua vontade. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

a problemática do arrendamento - e da habitação em geral

Embora as ruínas das velhas cidades já não sirvam para nos elucidar sobre a qualidade e o aspecto das casas, os papiros falam-nos detalhadamente dos tormentos porque passava um egípcio de terceira classe para conseguir alugar (...) três assoalhadas no sexto esquerdo, sem elevador nem luz na escada. Quando adregava de encontrar uma dessas raras construções (...) com a curiosa designação de rendas limitadas (!) tinham que satisfazer as ilimitadas exigências do senhorio (...) Depois ia muito satisfeito instalar-se no corredor da casa, visto que os três compartimentos assoalhados eram subalugados a outras tantas famílias.

 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

pobreza panfleto

O Mulloch adorava os marginais, e acho que até adorava a pobreza. A partir das suas cartas, tinha ficado com a ideia de que o H.R. acreditava que a pobreza gerava pureza. Claro que isso é algo em que os ricos sempre quiseram que acreditássemos, mas isso é outra história. 

 

Charles Bukowski in Como Ser Publicado - Música para Água Ardente (1983)

Antígona (2015)

 

 

 

 

 Asamblea de la Hipocresía

Michael Cheval

 

 

simpatia

Era Francine. Francine gostava de o impressionar. Francine gostava de pensar que o impressionava. Mas ela era um horror de tédio. Leslie pensava muitas vezes que era simpático da sua parte deixá-la aborrecê-lo como ela o aborrecia. Um tipo normal desligar-lhe-ia o telefone na cara como se fosse uma guilhotina. 

 

 

Charles Bukowski in Noite Fria - Música para Água Ardente (1983)

Antígona (2015)

 

 

 

santa páscoa e feliz verdade

A cólera do justo é terrível: é a mão de Deus a esmagar-nos; o ódio do perverso não passa de fastio: é a blasfémia estéril e sórdida do demónio. O justo é corajoso e implacável; o injusto é cobarde e tortuoso. Este trabalha dez anos para cometer uma iniquidade que se revela um malogro; o primeiro faz brilhar a verdade como um clarão, e ao fim de dez anos de silêncio e de calma, é capaz de fulminar com o olhar e com uma única palavra o infame que esgotou a sua paciência. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

 

 

intervalo de conflito

Chega-se a um ponto na vida intelectual em que se aprende enfim a distinguir o verdadeiro do falso, o possível do impossível, a ilusão da realidade. Contudo, entre essa época de iluminação e de discernimento, e a época da razão e da força, quando impiedosamente se subtrai à vida tudo o que seja sedutor e nocivo, dá-se um intervalo de conflito entre o saber e o poder; trata-se do período mais difícil e perigoso da existência humana. A experiência conduz ao conhecimento. A vontade conduz ao desprendimento. 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)