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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Amelia Earhart


Cecília

24
Jul18

 

Courage is the price that Life exacts
for granting peace.
The soul that knows it not
Knows no release from little things:
Knows not the livid loneliness of fear,
Nor mountain heights where bitter
joy can hear
The sound of wings.
How can life grant us boon of living,
compensate
For dull gray ugliness and pregnant
hate
Unless we dare
The soul's dominion? Each time we
make a choice, we pay
With courage to behold the resistless
day,
And count it fair.

 

 

Courage -  Poem by Amelia Earhart

 

 

 

Amelia Mary Earhart

(24 de julho, 1897 — desaparecida em 2 de julho de 1937)

 

 

 

o zen e a imaginação suplementar


Cecília

14
Jun18

Trata-se de um dos monumentos mais famosos da civilização japonesa, o jardim de rochas e areia do templo Ryoanji de Kyoto, a típica imagem da contemplação do absoluto que se alcança com os meios mais simples e sem recorrer a conceitos exprimíveis por palavras, segundo os ensinamentos dos monges Zen, a seita mais espiritual do budismo (...) Ao longo do quarto lado está um estrado de madeira com degraus onde o público pode passar e parar e sentar-se. «Se o nosso olhar interior permanecer absorto na visão deste jardim - explica o prospecto que é oferecido aos visitantes, em japonês e em inglês, assinado pelo abade do templo - sentir-nos-emos despidos da relatividade do nosso eu individual, ao mesmo tempo que a intuição do Eu absoluto nos encherá de serena surpresa, purificando as nossas mentes ofuscadas.»

O senhor Palomar está disposto a seguir estes conselhos com confiança e senta-se nos degraus, observa as rochas uma por uma, segue as ondulações sobre a areia branca, deixa que a harmonia indefinível que liga os elementos do quadro o vá invadindo a pouco e pouco. 

Ou seja: procura imaginar todas estas coisas tal como as sentirá alguém que pudesse concentrar-se na contemplação do jardim Zen em solidão e silêncio. Porque - tinhamo-nos esquecido de o dizer - o senhor Palomar está comprimido sobre o estrado, no meio de centenas de visitantes que o empurram de todos os lados, objectivas de câmaras fotográficas e de máquinas de filmar que abrem caminho por entre cotovelos, joelhos e orelhas da multidão, enquadrando as rochas e a areia de todos os ângulos possíveis, iluminados pela luz natural ou pelos flash (...) proles numerosas são empurradas para a primeira fila por pais com espírito pedagógico, bandos de estudantes, em uniforme, empurram-se, ansiosos por digerir o mais depressa possível a visita escolástica ao monumento famoso; visitantes diligentes verificam, com o vaivém rítmico da cabeça, se tudo aquilo que está escrito no guia turístico corresponde à realidade e se tudo aquilo que se vê na realidade está escrito no guia (...) 

Estas «instruções de utilização» estão contidas no prospecto e parecem ao senhor Palomar perfeitamente plausíveis e imediatamente aplicáveis, sem esforço, desde que se esteja deveras seguro de ter uma individualidade que se possa despir e de estar a olhar o mundo do interior de um eu que se possa dissolver, tornando-se apenas olhar. Mas é exactamente este ponto de partida que exige um esforço de imaginação suplementar, dificílimo de efectuar quando o nosso próprio eu é aglutinado por uma multidão compacta, que olha através dos seus mil olhos e percorre sobre os seus mil pés o itinerário obrigatório da visita turística. 

Conclui-se portanto que as técnicas mentais Zen, destinadas a alcançar o limite extremo da humildade, a distanciação em relação a qualquer forma de posse e orgulho, têm necessariamente como base o privilégio aristocrático, pressupondo o individualismo, com muito espaço e muito tempo à volta de cada um. 

 

 

Italo Calvino  - Palomar (1983)

Planeta DeAgostini (2001)

 

 

 

Pearl Harbor


Cecília

07
Dez16

Just before 8 a.m. on December 7, 1941, hundreds of Japanese fighter planes attacked the American naval base at Pearl Harbor near Honolulu, Hawaii. The barrage lasted just two hours, but it was devastating: The Japanese managed to destroy nearly 20 American naval vessels, including eight enormous battleships, and more than 300 airplanes. More than 2,000 Americans soldiers and sailors died in the attack, and another 1,000 were wounded. The day after the assault, President Franklin D. Roosevelt asked Congress to declare war on Japan; Congress approved his declaration with just one dissenting vote. Three days later, Japanese allies Germany and Italy also declared war on the United States, and again Congress reciprocated. More than two years into the conflict, America had finally joined World War II.

 

in http://www.history.com/topics/world-war-ii/pearl-harbor

 

 

 

Do you know what a soldier is, young man? He's the chap who makes it possible for civilised folk to despise war.

 

 

Allan Massie