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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

primeiro pulha da história

 

merece referência especial o primogénito chamado Caím, o qual, matando o irmão com requintes de malvadez se consagrou como o primeiro pulha da história. 

Nascida neste ambiente de tragédia familiar, não admira que a nossa civilização esteja recheada de situações ignominiosas e que o destino humano seja, mais dia menos dia, a pulhice integral. Porque a calma, a decência, a honestidade e o gosto pela vida ficaram para sempre com os macacos na floresta virgem. 

 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

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judiarias errantes

minha vida, bisa a da lenda do judeu errante. Não me é permitido morrer. Não me é permitido descansar. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

On the turning away
From the pale and downtrodden
And the words they say
Which we won't understand
"Don't accept that what's happening
Is just a case of others' suffering
Or you'll find that you're joining in
The turning away"

It's a sin that somehow
Light is changing to shadow
And casting it's shroud
Over all we have known
Unaware how the ranks have grown
Driven on by a heart of stone
We could find that we're all alone
In the dream of the proud

On the wings of the night
As the daytime is stirring
Where the speechless unite
In a silent accord
Using words you will find are strange
And mesmerized as they light the flame
Feel the new wind of change
On the wings of the night

No more turning away
From the weak and the weary
No more turning away
From the coldness inside
Just a world that we all must share
It's not enough just to stand and stare
Is it only a dream that there'll be
No more turning away?

 

 

da importância da educação / ensino

a educação privada é intolerável nas famílias degeneradas, entregues a maus hábitos e imbuídas de maus princípios. Mais vale o abominável regime do colégio. 

No seio das famílias honestas e tranquilas, porém, deveria ser um dever ficar com a guarda das crianças e não as obrigar a aprender os factos da vida num colégio onde a igualdade só existe à lei da pancada, onde a disciplina é embrutecedora, onde a autoridade é brutal, pueril e tacanha - já para não mencionar os vícios que proliferam em todas as instituições do género. Hoje em dia, contudo, parece que a educação moral já não é necessária ao homem; parece que todos preferem refugiar a vida na inteligência e virar as costas ao coração. No que respeita às crianças inteligentes, tudo o que o que o colégio consegue desenvolver é o orgulho e o amor-próprio. Já as crianças não-inteligentes, essas ficam-se pelos instintos vis e grosseiros. Em todas, mesmo nas naturezas mais naturalmente generosas que essa detestável educação não consegue corromper por completo, é a vaidade que se sobrepõe a tudo o resto (...) 

A melhor educação possível passaria por uma soma perfeitamente combinada de conhecimentos (...) pelo verdadeiro progresso do coração: a intensa estimulação dos sentimentos (...) do sentido de justiça, de elevação moral, de gratidão, de boa-fé, de dedicação. Um tipo de ensino dotado de poder persuasivo (...) pois, se não bastar a palavra, resta-nos o exemplo. O homem mais modesto, a mulher menos culta, qualquer pai ou mãe poderá oferecê-lo ao seu filho (...) 

Necessário seria, sobretudo, conhecer o carácter de uma criança, fazer com que também se conhecesse a si mesma, e tão profundamente que se sentisse forçada a reconhecer a verdade pelo menos para si própria; chamar a atenção dela para os seus defeitos, fazer-lhe notar os insucessos e as vitórias, encorajar a sua progressão no caminho do bem. Se a criança for ávida de ciência, devemos tentar refreá-la, mostrar-lhe que a inteligência de nada serve sem a bondade, sem a virtude, sem o amor. No caso de se revelar indolente mas doce e afectuosa, é necessário que compreenda que se deve instruir e cultivar por amor àqueles que a educam, e transformar o desenvolvimento da sua inteligência num sacrifício, num acto de completa dedicação (...) há que habituar as crianças a explicarem com arrojo aquilo que conhecem bem e desvalorizar-lhes o pretensiosismo quando falam do que não conhecem de todo, ou do que conhecem mal. Fazer por ridicularizar, sem compaixão, a sua apetência pelo poder. Ridicularizar igualmente os seus apáticos desalentos, pretexto para a indolência (...) O afecto do apreço, da confiança, do discernimento, que fará com que os apuremos segundo o seu mérito, e que os tratemos como o fardo ou o sustentáculo da família, conforme a fraqueza ou a força demonstradas, a dedicação ou o egoísmo (...) O dos colegas, que tendem a arrancar dos outros uma vã honra pública alardeando uma aclamação visível, é o sentimento mais daninho e perverso que podemos fazer eclodir no homem. A criança que triunfa graças à derrota dos seus colegas, e que se alegra em ser coroada em público com mais um louro no alto da cabeça, não passará de um poeta despeitado, um artista invejoso e fingido, um deputado entufado de tola popularidade, um empregado cheio de nula importância, um falso legitimista, um falso doutrinário, um cidadão sem espírito de fraternidade, devoto à pátria apenas devido às recompensas que dela obterá, um orador mais interessado em bem falar do que em demonstrar o bom princípio, um agricultor mais preocupado em alinhar as árvores e em fazer gala de uma manada ostentosa do que em melhorar as suas terras e naturalizar as espécies verdadeiramente adequadas aos seus terrenos, ou seja, um homem desprovido de consciência, de bondade, de genuíno pundonor, cuja utilidade reverte, quando muito, apenas para si mesmo, inútil aonde quer que vá, prejudicial ao bem alheio, e infeliz, caso a sua vaidade não seja satisfeita por um êxito proporcional à sua ambição, ou, caso o seja, perverso, despótico, injusto. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

com a falsidade nos entendemos

Perguntará o avisado leitor como é que esse documento foi escrito se, nesse tempo, a arte de escrever era desconhecida. Pergunta acertada, sim senhor! Nós poderíamos responder que a letra do fado tinha chegado até nós por tradição oral, ou por um pré-histórico e hoje desconhecido sistema gráfico. Podíamos, mas não o fazemos. Não senhores. Confessamos lealmente que este documento é falso. Foi forjado por nós. E porque não, se vivemos numa época em que tudo é falso, desde o sorriso das mulheres às notícias nos jornais? Porque não havemos também de mentir se mentem os propagandistas, os locutores, os políticos, os comerciantes e os titulares? Porque não havemos de enganar, adulterar a verdade e ludibriar o leitor se a humanidade é uma imensa e pavorosa burla? Sim, porque haveríamos de ser nós os únicos a ser verdadeiros, probos e honestos? Expliquem-nos porquê. 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

 

 

cor chinesa

Façamos aqui um pequeno parêntesis para explicar um dos problemas capitais da criação humana, isto é: o aparecimento de diversos tipos de indivíduos com cores estranhas. (Não nos referimos, evidentemente, à cor política, mas à coloração da própria pele) [...] Outra teoria pretende que o fenómeno tem diversa explicação. Assim, atribue a invenção dos peles-vermelhas, não a Deus - como pode parecer óbvio - mas ao Sr. Cecil B. de Mille e outros produtores de filmes com índios em tecnicolor. Os negros, (segundo a mesma teoria), foram descobertos por um empresário americano de divertimentos públicos, pois todos conhecem essas interessantes festazinhas do folclore estadunidense onde um negro sempre faz o papel do actor principal exibindo-se pendurado numa árvore, regado com gasolina e ardendo. 

Só o aparecimento da raça amarela é que não tem explicação. Os chineses vieram ao mundo há coisa apenas de alguns anos, e logo 600 milhões duma assentada. Ninguém sabe porque foram criados, pois só têm trazido dores de cabeça aos delegados ocidentais da ONU 

 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

 

 

 

 

o sol, o pão, o ouro, a Terra e o coração

Deus não é uma entidade separada de nós (...) Ele é o sol, e o pão, e o céu e o ouro do cálice, e as forças da natureza e a Terra, e o coração do homem. Habita em nós e à nossa volta; nós estamos dentro dele, e nunca fora. Espírito universal, revela-se em todo o lado através dos véus opacos e cerrados da matéria, e a nossa alma é um santuário que ele inunda com a sua essência (...) Procure-mo-lo, pois, dentro de nós: quanto mais assim o procurarmos, mais aprenderemos a encontrá-lo, mais transparente será o véu e mais abrasador o clarão misterioso 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

 

pessoas aborrecidas

só as pessoas aborrecidas é que se aborrecem. Têm de se estimular continuamente para se sentirem vivas. 

 

Charles Bukowski in A Dança Do Cão Branco - Música para Água Ardente (1983)

Antígona (2015)

 

 

 

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santa páscoa e feliz verdade

A cólera do justo é terrível: é a mão de Deus a esmagar-nos; o ódio do perverso não passa de fastio: é a blasfémia estéril e sórdida do demónio. O justo é corajoso e implacável; o injusto é cobarde e tortuoso. Este trabalha dez anos para cometer uma iniquidade que se revela um malogro; o primeiro faz brilhar a verdade como um clarão, e ao fim de dez anos de silêncio e de calma, é capaz de fulminar com o olhar e com uma única palavra o infame que esgotou a sua paciência. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

 

 

civilização burguesa

(Ódio à civilização burguesa.)

 

Esta gente parece ter alma

porque a música está a tocar. 

 

 

José Gomes Ferreira in Cabaré

 

 

José Gomes Ferreira – Poeta Militante I

Círculo de Leitores (2003)

 

 

 

The Taxi Dancers of the Roaring Twenties had a hard job  

k. Madison Moore

 

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