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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

01.09.19

faltas


Cecília

É mais nos dedos que me faltas

 

 

Paulo da Costa Domingos in ABSIDE

 

 

Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994)
Antígona (1995)

 

 

Toutes les machines ont un cœur, t'entends? 
Toutes les machines ont un cœur, dedans 
Qui bat, qui bat, qui bat 
Comme on se bat maman 
Comme on se bat pourtant
On n'avait pas prévu ça 
D'avoir des doigts Messenger
Des pouces ordinateur 
Sur les machines on passe des heures 
Sur les machines on dessine un cœur 
Qui bat, qui bat, qui bat 
On tape nos vies dedans 
Autant de likes et de leurres, de flammes 
De selfies, de peurs, de smileys en couleur
Toutes les machines ont un cœur, t'entends? 
Toutes les machines ont un cœur, dedans 
Qui bat, qui bat, qui bat 
Comme on se bat maman 
Comme on ne sait pas vraiment
Comment se sortir de là 
Le monde la gueule qu'il a
Qui c'est qui lui a fait ça? 
C'est pas nous, c'est pas moi, t'entends? 
Le bruit des machines permanent
Qui bat, qui bat, qui bat
Battu pour le moment 
Je suis tout juste capable 
De voir le monde en grand 
Tant que le monde est portable
Toutes les machines ont un cœur, t'entends? 
Toutes les machines ont un cœur, dedans 
Qui bat, qui bat, qui bat 
Comme on se bat maman 
Comme on se bat pourtant
Tu dis «à quoi ça sert, t'as rien de mieux à faire? 
Sais-tu le temps que tu perds?» 
Toutes les machines ont un cœur, pourtant 
Un monde meilleur caché dedans 
Qui bat, qui bat, qui bat 
Moi des idées j'en ai mille
Tout au bout de mes doigts 
Des étincelles et des îles 
Des ailes que je déploie 
Maman, maman c'est moi 
C'est moi, c'est moi le moteur, t'entends? 
Dans toutes les machines y a mon cœur dedans
Qui bat, qui bat, qui bat 
Comme je me bats maman 
Si le monde est mon mobile 
Mon cœur pour le moment 
Est comme le monde maman
Et le monde est fragile 
Et le monde est fragile 
Et mon cœur est fragile
Et le monde est fragile
Et le monde est fragile
Toutes les machines ont un cœur, t'entends? 
Toutes les machines ont un cœur, dedans 
Et mon cœur est fragile
17.05.18

da importância da educação / ensino


Cecília

a educação privada é intolerável nas famílias degeneradas, entregues a maus hábitos e imbuídas de maus princípios. Mais vale o abominável regime do colégio. 

No seio das famílias honestas e tranquilas, porém, deveria ser um dever ficar com a guarda das crianças e não as obrigar a aprender os factos da vida num colégio onde a igualdade só existe à lei da pancada, onde a disciplina é embrutecedora, onde a autoridade é brutal, pueril e tacanha - já para não mencionar os vícios que proliferam em todas as instituições do género. Hoje em dia, contudo, parece que a educação moral já não é necessária ao homem; parece que todos preferem refugiar a vida na inteligência e virar as costas ao coração. No que respeita às crianças inteligentes, tudo o que o que o colégio consegue desenvolver é o orgulho e o amor-próprio. Já as crianças não-inteligentes, essas ficam-se pelos instintos vis e grosseiros. Em todas, mesmo nas naturezas mais naturalmente generosas que essa detestável educação não consegue corromper por completo, é a vaidade que se sobrepõe a tudo o resto (...) 

A melhor educação possível passaria por uma soma perfeitamente combinada de conhecimentos (...) pelo verdadeiro progresso do coração: a intensa estimulação dos sentimentos (...) do sentido de justiça, de elevação moral, de gratidão, de boa-fé, de dedicação. Um tipo de ensino dotado de poder persuasivo (...) pois, se não bastar a palavra, resta-nos o exemplo. O homem mais modesto, a mulher menos culta, qualquer pai ou mãe poderá oferecê-lo ao seu filho (...) 

Necessário seria, sobretudo, conhecer o carácter de uma criança, fazer com que também se conhecesse a si mesma, e tão profundamente que se sentisse forçada a reconhecer a verdade pelo menos para si própria; chamar a atenção dela para os seus defeitos, fazer-lhe notar os insucessos e as vitórias, encorajar a sua progressão no caminho do bem. Se a criança for ávida de ciência, devemos tentar refreá-la, mostrar-lhe que a inteligência de nada serve sem a bondade, sem a virtude, sem o amor. No caso de se revelar indolente mas doce e afectuosa, é necessário que compreenda que se deve instruir e cultivar por amor àqueles que a educam, e transformar o desenvolvimento da sua inteligência num sacrifício, num acto de completa dedicação (...) há que habituar as crianças a explicarem com arrojo aquilo que conhecem bem e desvalorizar-lhes o pretensiosismo quando falam do que não conhecem de todo, ou do que conhecem mal. Fazer por ridicularizar, sem compaixão, a sua apetência pelo poder. Ridicularizar igualmente os seus apáticos desalentos, pretexto para a indolência (...) O afecto do apreço, da confiança, do discernimento, que fará com que os apuremos segundo o seu mérito, e que os tratemos como o fardo ou o sustentáculo da família, conforme a fraqueza ou a força demonstradas, a dedicação ou o egoísmo (...) O dos colegas, que tendem a arrancar dos outros uma vã honra pública alardeando uma aclamação visível, é o sentimento mais daninho e perverso que podemos fazer eclodir no homem. A criança que triunfa graças à derrota dos seus colegas, e que se alegra em ser coroada em público com mais um louro no alto da cabeça, não passará de um poeta despeitado, um artista invejoso e fingido, um deputado entufado de tola popularidade, um empregado cheio de nula importância, um falso legitimista, um falso doutrinário, um cidadão sem espírito de fraternidade, devoto à pátria apenas devido às recompensas que dela obterá, um orador mais interessado em bem falar do que em demonstrar o bom princípio, um agricultor mais preocupado em alinhar as árvores e em fazer gala de uma manada ostentosa do que em melhorar as suas terras e naturalizar as espécies verdadeiramente adequadas aos seus terrenos, ou seja, um homem desprovido de consciência, de bondade, de genuíno pundonor, cuja utilidade reverte, quando muito, apenas para si mesmo, inútil aonde quer que vá, prejudicial ao bem alheio, e infeliz, caso a sua vaidade não seja satisfeita por um êxito proporcional à sua ambição, ou, caso o seja, perverso, despótico, injusto. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

16.05.18

a evitar


Cecília

Evitar o choro, porque as lágrimas são delibitadoras, e ao abatimento seguem-se reacções violentas e decisões nefastas (...) a fúria é sempre alimento de mais fúria, como as lágrimas o são de mais lágrimas. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

 

26.04.18

o século em que se vive


Cecília

Seria preciso que estivéssemos todos toldados por uma credulidade imbecil (...) ou atulhados em vaidade como os nossos literatos modernos, para tomar assim um efeito por uma causa, e para nos deixarmos deslumbrar cegamente com o poder exercido por certos poetas sobre o século em que vivem, quando é mais natural, porém, que seja o século a exercer o seu poder sobre tais cérebros poéticos, e os force, como outrora Deus, a Pitonisa, a testemunhar, pelos gritos de dor e de cólera, o frenesi ou o desalento dos seus contemporâneos. 

 

 

George Sand – Diário Íntimo

Antígona (2004)

 

 

 

23.03.18

aproveita o vento


Cecília

Serão processados os aborrecidos;

ostracizados os coitados;

perseguidos os crentes;

fuzilados os fracos;

odiados os feios;

perdidas as esperanças.

 

Por ordem do autor. Contra a vontade de São Epifânio. 

 

 

Golgona Anghel in Como Uma Flor de Plástico Na Montra De Um Talho (2013)

Assírio & Alvim (2017)

 

 

 

 

 

 

25.02.18

as editoras dos segredos


Cecília

Tal fue el caso de «La Gloria de mi hermano», novela de un tal Gustave Horn, que había padecido treinta y dos rechazos. Richard Ducousset no esperó para proponerle un contrato al autor, que pensó que se trataba de una broma, ¿o quizá de una cámara oculta? No, el contrato era de verdad de la buena. 

- Pues no lo entiendo. Hace unos meses no quiso saber nada de mi libro. Recibí una carta estándar. 

- Hemos cambiado de parecer. Todo el mundo puede equivocarse... - explicó el editor. 

 

Pocas semanas más tarde, el libro salió al mercado con la siguiente faja cruzándole la cubierta:

 

" La novela que rechazaron 32 veces"

 

 (...) sobrepasó la muy respectable cifra de veinte mil ejemplares. A los lectores les había intrigado una novela que habían rechazado tantas editoriales. Esa atracción se interpretaba como un gusto por lo transgresor. Incapaz de captar lo irónica que resultaba aquella situación, Gustave Horn sintió que por fin su talento recibía la recompensa que merecía. Estaba tan convencido que no comprendió por qué la editorial rechazó el siguiente manuscrito que presentó. 

 

 

 

David Foenkinos - La biblioteca de los libros rechazados (2016)
Titulo original: Le Mystère Henri Pick
Traducción de María Teresa Gallego Urrutia y Amaya García Gallego
Penguin Random House Grupo Editorial S.A.U. (febrero, 2017)

 

01.02.18

uma vez mais


Cecília

o fracasso é a origem do sucesso

 

Valter Hugo Mãe – Homens imprudentemente poéticos

Porto Editora (2016)

 

 

 

 Let's start over again
Why can't we start it over again
Just let us start it over again
And we'll be good
This time we'll get it, get it right
It's our last chance to forgive ourselves

 

 

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