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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nunca a canção fora tão bela e tão temida, como quando foi servida pelos Príncipes da Palavra. Muitos viviam exilados, ou, se estavam em Portugal, eram presos com frequência. Constituíam uma autêntica plêiade de poetas e baladeiros para quem a canção era uma arma. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Natália Correia e outros. Mas até o rock, por fim emergente, acabaria por entrar também pelos (...)
22 Out, 2019

tempo

  Põe o tempo o cuidado que ignora o ouvido e que o livro não dá. É dele este silêncio, este saber, este ouvir e calar. (...) É dele o pouco a pouco, o aproximado, o justo.  (...) É doce e grande  o tempo. (...) Põe o tempo o cuidado. Mas não põe as estrelas.   Perde o olhar o brilho. Mas o mar não se perde.        António Ramos Rosa in Antecipação à Velhice - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)