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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Junho 09, 2020

Cecília

Disse-me também que queria organizar uma homenagem ao meu avô no Parlamento Europeu, mas teria de ser com a participação dos colegas portugueses do seu grupo parlamentar. Só que em 1986, os colegas portugueses não estavam preparados para tal iniciativa, e não «desejaram» que tal homenagem se realizasse.

Otto von Habsburg não compreendeu esta atitude dos eurodeputados portugueses, e escreveu-me uma carta de consolação, à qual respondi dizendo que era uma questão de tempo. Aliás, a partir deste encontro, Otto von Habsburg, acompanhará e participará na evolução de toda a dinâmica de reabilitação do bom nome do meu avô (...) « Quero mais uma vez dizer-lhe, por escrito, o quanto estou eternamente grato ao seu avô. Foi um grande cavalheiro, um homem de uma coragem e de uma integridade admiráveis, que serviu os seus princípios em detrimento dos seus interesses pessoais. Num período em que muitos homens foram cobardes, ele foi um verdadeiro herói do ocidente. Pode orgulhar-se do seu avô!»

 

António Moncada S. Mendes – Aristides de Sousa Mendes, Memórias de Um Neto
Edições Saída de Emergência e António Moncada S. Mendes  (2017)

 

 

 

Outubro 22, 2019

Cecília

 

Põe o tempo o cuidado

que ignora o ouvido

e que o livro não dá.

É dele este silêncio,

este saber,

este ouvir e calar.

(...)

É dele o pouco a pouco,

o aproximado,

o justo. 

(...)

É doce e grande 

o tempo.

(...)

Põe o tempo o cuidado.

Mas não põe as estrelas.

 

Perde o olhar o brilho.

Mas o mar não se perde. 

 

 

 

António Ramos Rosa in Antecipação à Velhice - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

 

 

Outubro 14, 2019

Cecília

Com as portas abertas

eu sou o mar que entra. 

Mas sem esquecer o sangue,

eu escuto e sei e espero. 

 

António Ramos Rosa - Obra Poética I 

Assírio & Alvim (2018)

 

 

 

Julho 31, 2019

Cecília

Então, Manoel solta os freios das cerimónias, agarra-a pela cintura e, antes de a beijar, diz-lhe que as doidices de Lisboa não são nada, ao pé da doidice que ele tem por ela. Olha que estás a desfazer-me o chignon... Pois desfaço-to mesmo!

Acabam por comer a canja fria, o Manoel de camisa esgargalada e fora das calças, a Juliana de cabeleira desfeita e chambre chinês 

 

 

Álvaro Guerra – Razões de Coração (1991)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

 

Julho 03, 2019

Cecília

Quando um homem tem na vida uma razão de esperança é como se crescesse um palmo de altura. Mas se se juntam duas dessas razões, um homem perde a medida do seu tamanho. 

 

Álvaro Guerra – Razões de Coração (1991)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

Amor
Te siento cerca cuando estamos lejos
Porque te llevo aquí en mi corazón
No sé perderme de tu amor
Quizá mañana cuando estemos viejos
Y se nos arrugue un poco el corazón
Sabré querer mejor
Dicen que este amor pasa una vez en la vida
Y a veces puedo jurar que tus besos son poesía
Sincronicidad, solo tú me das
Tú haces mi sueño realidad
No soy yo si no estás conmigo
Quiero verme al final contigo

 

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