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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

olha o tempo minha mãe

11.08.21

Letra: Sandro SecO
Música: Thiago Silva, Pedro Luiz Bomfim e Sandro SecO

 

Tempo - Ponto para Logunan

Tudo que foi emprestado haverá de ser devolvido.
O fim de uma etapa, de outra será o início.

Um vaso de barro, seco se quebra,
A terra se espalha, o vento leva.

O o Logunan, Oyá
O o Logunan!

Tudo que foi escondido, um dia será revelado.
Muros que foram erguidos, acreditem serão derrubados.

Um vaso de barro, seco se quebra,
A terra se espalha, o vento leva.

O o Logunan, Oyá
O o Logunan!

 

 

 

FICHA TÉCNICA
Voz: Sandro SecO
Coro: Andressa Asai e Thiago Silva
Atabaques: Thiago Silva e Pedro Luiz Bomfim
Agogô: Sandro SecO e Pedro Luiz Bomfim
Caxixí: Sandro SeCo

Gravação e Mixagem: Felipe "Funan" Destito - Dookie Studio
Masterização - Nelson Bolieiro - NG2 Assessoria Fonográfica

Imagens: Sandro SecO, Andressa Asai e Clayton Ferreira
Edição: Sandro SecO e Andressa Asai

Templo de Umbanda Sagrada Pai João do Amparo
Filmado em 15/11/2018 no Santuário Nacional da Umbanda.

 

 

1 ESQ

09.06.21

e da figura frágil que eu amo, o seu espaço

que ignoro, o seu quarto intacto, o seu odor de rapariga.

[...]

Eu desejo as palavras das suas fibras, a saliva da sua língua. 

Desejaria habitar o seu caminho, bater à sua porta. 

 

António Ramos Rosa in FALO DE UM DESIQUILÍBRIO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

os mal fodidos da Transilvania

25.05.21

O que eu estou a tentar dizer é que há um certo tipo de jogos que se fazem nos escritórios, por essa América fora. As pessoas estão aborrecidas, não sabem o que fazer e então brincam ao romance-de-escritório. Na maior parte dos casos é mesmo só para passar o tempo. Às vezes, ainda conseguem dar uma ou duas quecas por fora. Mas, mesmo assim, é só um passatempo para distrair, como o bowling, a televisão ou uma festa de passagem de ano. Se perceberes que não tem qualquer significado, não vais sair magoada. Percebes o que te estou a dizer? 

 

Charles Bukowski – Correios (1971)

Antígona (2015)

 

 

apostar na equipa certa

02.04.20

Mas em 1983 e em 1984, as autoridades responsáveis pela saúde dos portugueses não estavam informadas, logo, não sabiam como encarar o problema. Portanto, desmentem-no. A sida não existe. A exstir, é noutros países. Não há pragas nem epidemias. O director do Instituto Nacional do Sangue multiplica-se em entrevistas e vai à televisão desmentir a gravidade da situação e pedir às pessoas para não se preocuparem porque Portugal era um país de bons costumes. Só uma mulher, investigadora, estava atenta, e, pior do que isso, preocupadíssima. Odete Santos tinha ouvido falar da doença em 1983, num congresso em Lausanne, na Suíça, para onde foi a convite da maior especialista mundial em infeções hospitalares, que lhe diz: «Se for o que a gente pensa, vai ser uma desgraça!» Odete Santos, que trabalhava com o Instituto Pasteur, em Paris, pediu para ser apresentada ao professor Montagnier, o virologista francês que isolara o vírus... e contra tudo e contra todos iniciou uma batalha pelo conhecimento da doença, em Portugal... Numa enorme solidão, como ela própria admite, a cientista foi discriminada. As pessoas chegavam a mudar de passeio para não lhe falarem... Mas em 1985, com uma equipa diminuta na Faculdade de Farmácia, Odete Santos entra para a História da Medicina ao isolar o VIH-2... (...) A partir daí, a sida, em Portugal, não apenas existe como tem direito a bilhete de identidade. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)
Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)