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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

aprender com o trigo (não se desculpar com o joio)

Cecília, 05.06.20

O rapaz de calças de ganga era, afinal, uma pessoa séria. Tinha estudado muito, no seminário. O pai era um lavrador com posses, como o senhor Rodrigues, e ele só se tinha formado por devoção. Podia ter ido para médico, engenheiro ou professor. Com os conhecimentos do pai, podia estar muito bem na vida. Podia ter investido num negócio ou arranjado um tacho na câmara municipal. Se fosse uma pessoa menos decente, era o que teria feito. Tantos que queriam e não podiam! 

Sem se esquecer de referir o pormenor da indumentária devida a uma pessoa que ocupava a posição dele, o meu pai dizia o mesmo (...)

As calças de ganga eram o defeito do qual ninguém, a não ser Deus, se conseguia eximir. Estávamos servidos para a vida. Que pedíssemos a Deus que o estimasse, todos os dias, nas nossas orações. 

 

Hugo Mezena – Gente Séria (2017)

Planeta Manuscrito (2018)

 

assados

Cecília, 27.06.18

Descoberto o fogo, inventaram os assados mas arranjaram também lenha para se queimarem pois logo apareceu quem inventasse o inferno, o castigo, o pecado (67) e outras coisas que tais, acabando-se de uma vez para sempre a paz entre os homens. 

 

(67) Onde as criaturas se afundaram com regalo e para todo o sempre. 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

Os Sete Pecados Mortais e os Quatro Novíssimos do Homem (1500)

Hieronymus Bosch

(As quatro últimas etapas do homem são a morte, o juízo final, o paraíso e o inferno).

 

 

 

venha o diabo e ... cante!

Cecília, 23.10.16

 

 

Deixem lá contagiar-se que eu
Estou pronto para ganhar o dia
Estou pronto para me consolar
E ninguém, ninguém
Ninguém, ninguém
Me pode incomodar

 

 

Ir embora pode mesmo ser a solução
Ver trabalho, brio, recompensa pela aflição
Mas se isto não mudar eu não descanso…

 

 

 Tanto orgulho numa só mulher moderna óai
Que ora corre ora cai.