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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

30.07.19

vã soberba


Cecília

Antecede o conhecimento a vagabundagem 

 

 

Paulo da Costa Domingos in Violeta Náutica

 

 

Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994)
Antígona (1995)

 

 

A Negação de Pedro, 1610

Caravaggio

 

Presa de indizível remorso, o apóstolo retirou-se, envergonhado de si mesmo. Dando alguns passos, alcançou os muros exteriores, onde se deteve a chorar amargamente. Ele, que fora sempre homem ríspido e resoluto (...) ali se encontrava, abatido como uma criança, em face de sua própria falta. Começava a entender a razão de certas experiências dolorosas de seus irmãos em humanidade (...) Foi aí que o antigo pescador refletiu mais austeramente, lembrando as advertências amigas de Jesus, quando lhe dizia: - “Pedro, o homem do mundo é mais frágil do que perverso!. . .“

in http://www.doutrinaespirita.com.br/?q=node/920

 

11.03.19

outra coisa


Cecília

Água vai e se for outra coisa perdoai!

 

 

Álvaro Guerra – Razões de Coração (1991)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

tratamento de agua e esgoto.jpg

http://meioambientetecnico.blogspot.com/2012/10/tratamento-de-agua-e-esgoto.html

 

https://diariodovale.com.br/cidade/saae-bm-pede-desculpas-aos-consumidores-que-tiveram-o-valor-de-suas-contas-de-aguaesgoto-alteradas/

 

04.07.18

conflito de espaços


Cecília

Quando o espaço comum é demasiado pequeno, surgem inúmeros problemas. Numa sociedade, se houver espaço, nunca há conflito. 

 

Afonso Cruz - Jesus Cristo Bebia Cerveja (2012)

Penguin Random House (2016)

 

 

 

 

28.05.18

cada um é beautifully broken


Cecília

Cada um é feito daquilo que viveu e do modo como o viveu, e isto ninguém lho pode tirar. 

 

 

Italo Calvino  - Palomar (1983)

Planeta DeAgostini (2001)

 

 

 

 

13.04.18

inseguranças indiferentes


Cecília

Apagaram-se as luzes. Ninguém conseguia dormir, mas todos tentaram. Eu nem me dei a esse trabalho. Eu estava sentado junto à janela e fiquei a olhar para a asa e para as luzes em baixo. Estava tudo organizado em belas linhas rectas. Ninhos de formigas. 

Deslizámos até ao aeroporto internacional de L.A. Ann, amo-te. Espero que o meu carro arranque. Espero que o lava-louça não esteja entupido. Estou contente por não ter fodido com uma groupie. Estou contente por não ser muito bom a meter-me na cama com mulheres estranhas. Estou contente por ser um idiota. Estou contente por não saber nada. Estou contente por não ter sido assassinado. Quando olho para as minhas mãos e vejo que ainda estão agarradas aos meus pulsos, digo a mim próprio: Tenho sorte. 

Desço do avião arrastando o sobretudo do meu pai e a mala dos poemas. A Ann veio ter comigo. Vi a cara dela e pensei, merda, eu amo-a. O que é que vou fazer? O melhor que podia fazer era mostrar-me indiferente e depois seguir com ela para o parque de estacionamento. Nunca devemos deixar que saibam que gostamos delas, senão, matam-nos. 

 

Charles Bukowski in Para Dentro E Para Fora E Por Cima - Música para Água Ardente (1983)

Antígona (2015)

 

 

 

 

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