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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

28 Mai, 2019

de perto

Se vista de longe, Lisboa é uma bonita cidade, espalhada pelas colinas, iluminada pelo Sol que espreita em tímidas abertas pelos buracos das nuvens cinzentas, expondo os telhados avermelhados e os campanários das suas muitas igrejas, os picos dos Jerónimos apontados ao céu, os torreões da Sé, o zimbório da nova Basílica da Estrela, o vasto Terreiro do Paço aberto para o rio luminoso. Mas Philipe de Villepin considera que no encanto daquele casario empinado nas encostas que descem (...)
16 Mai, 2018

a evitar

Evitar o choro, porque as lágrimas são delibitadoras, e ao abatimento seguem-se reacções violentas e decisões nefastas (...) a fúria é sempre alimento de mais fúria, como as lágrimas o são de mais lágrimas.      George Sand – Diário Íntimo Antígona (2004)        
07 Mar, 2018

puta a um canto

V   (À infalível prostituta, a um canto)   Se eu quisesse, tornava-te humana. Fazia-te chorar as lágrimas que trago em mim.    E beijava-te a boca a menina que ainda existe  no fundo dos teus olhos.    Mas não quero.    Prefiro ver no teu corpo  o desenho da minha indiferença. E sentir-te na pele tudo o que há de vil na minh'alma - e já não cabe em mim.    José Gomes Ferreira in Cabaré      José Gomes Ferreira – Poeta Militante I Círcu (...)
07 Mar, 2018

margens tantas

- Mi libro, ¿crees que vas a leerlo? - Supongo que no. A menos que tú quieras. Nunca abro los livros que traen. Reconozcámoslo, la mayoría son malos. Ahora todo el mundo se piensa que sabe escribir (...) Por lo que cuentan, todos son unos genios incomprendidos. Eso es lo que me dicen. Estoy hasta la coronilla de marginados sociales.      David Foenkinos - La biblioteca de los libros rechazados (2016) Titulo original: Le Mystère Henri Pick Traducción de María Teresa Gallego (...)
Não és bom, nem és mau: és triste e humano… Vives ansiando, em maldições e preces, Como se a arder no coração tivesses O tumulto e o clamor de um largo oceano. Pobre, no bem como no mal padeces; E rolando num vórtice insano, Oscilas entre a crença e o desengano, Entre esperanças e desinteresses. Capaz de horrores e de ações sublimes, Não ficas com as virtudes satisfeito, Nem te arrependes, infeliz, dos crimes: E no perpétuo ideal que te devora, Residem juntamente no teu peito (...)