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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

10 Dez, 2019

W. Chimobi

Before you came, things were as they should be: the sky was the dead-end of sight, the road was just a road, wine merely wine. Now everything is like my heart, a color at the edge of blood: the grey of your absence, the color of poison, of thorns, the gold when we meet, the season ablaze, the yellow of autumn, the red of flowers, of flames, and the black when you cover the earth with the coal of dead fires. And the sky, the road, the glass of wine? The sky is a shirt wet with tears, the (...)
27 Nov, 2019

memória diamante

Um diamante no teu coração, será essa a sua memória. Para te dar coragem sempre que necessites.    Wray Delaney - Memórias de Uma Cortesã  (2016) Quinta Essência, Oficina do Livro (2017)    
11 Out, 2019

sinuosos arpões

Num sinuoso acesso de dor  subia-se à felicidade como um peixe arpoado pela corola activa da fêmea. Ajoelho ante essa fúria sensual...      Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)      
02 Out, 2019

mucho mistrust

(...) quando a atracção natural reunisse os corpos apesar da dúvida. Lembrar-te-ás da força dos dias de cegueira dias de puro instinto, tudo  o mais esquecerás. O vento contra. O aparente cansaço que nos atira um ao encontro do outro.  (...)   Paulo da Costa Domingos in CAMPO DE TÍLIAS     Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)      
14 Set, 2019

dar as ventas

porque a energia é finita a selva irrevogável a faca, o coração, cegos (...) E das fúrias, pela redonda abertura, saímos a revisitar estrelas e o veneno, inalando um pó, dar as ventas à Medusa.      Paulo da Costa Domingos in ARA   Paulo da Costa Domingos – Carmina (1971-1994) Antígona (1995)    
«La sort natural d'un homme n'est ni d'être enchaîné, ni d'être égorgé; mais tous les hommes sont faits, comme les animaux et les plantes, pour vivre certain temps, pour produire leur semblables, et pour mourir. - Voltaire»* * A sorte natural dum homem não é a de ser agrilhoado, nem a de ser degolado; mas todos os homens são feitos, como os animais e as plantas, para viverem um certo tempo, para produzirem os seus semelhantes e para morrerem» (Voltaire, Lettres Philosophiques)