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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nunca a canção fora tão bela e tão temida, como quando foi servida pelos Príncipes da Palavra. Muitos viviam exilados, ou, se estavam em Portugal, eram presos com frequência. Constituíam uma autêntica plêiade de poetas e baladeiros para quem a canção era uma arma. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Natália Correia e outros. Mas até o rock, por fim emergente, acabaria por entrar também pelos (...)
04 Jul, 2017

ta(ma)ncos

Troc…  troc…  troc…  troc… ligeirinhos, ligeirinhos, troc…  troc…  troc…  troc… vão cantando os tamanquinhos…   Madrugada.   Troc…  troc…  pelas portas dos vizinhos vão batendo, Troc…  troc…  vão cantando os tamanquinhos…   Chove.  Troc…  troc…  troc…  no silêncio dos caminhos alagados, troc…  troc… vão cantando os tamanquinhos…   E até mesmo, troc…  troc… os que têm sedas e arminhos, sonham, troc…  (...)
Canção da Saudade        Se eu fosse cego amava toda a gente.      Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gémea que nasceu sem vida, e amo-a a fantasiá-la viva na minha idade.      Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde moras, dize se vives ou se já nasceste.      Eu amo aquela mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longíssimos.      Eu amo (...)