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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

noite de todos

18.06.21

Outro momento dramático, também recordado no trabalho de Diana Andringa, é o bombardeamento da cidade de Bordéus na noite de 19 para 20 de junho, que causou algumas centenas de mortos e dezenas de feridos. Neste documentário, o filho do rabino Kruger conta com vivacidade a forma como o pai participou de forma tão eficiente nesta operação, indo para a rua sem chapéu e sem casaco, algo de inusual para um rabino, dirigindo-se diretamente aos refugiados: «Refugiados judeus e não judeus! Todos! Dêem-me os vossos passaportes. Arranjo-vos vistos. Não é preciso dinheiro!» 

 

António Moncada S. Mendes – Aristides de Sousa Mendes, Memórias de Um Neto
Edições Saída de Emergência e António Moncada S. Mendes  (2017)

 

 

memória coletiva

11.05.21

«No dia 10 de maio de 1940, fomos acordados em sobressalto por um barulho estranho; lá fora estava um belo dia cheio de luz e vimos aviões sobrevoando Bruxelas, largando bombas que pareciam grandes objetos cor de prata, brilhando ao sol. Ao ligarmos a rádio, ouvimos dizer que a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo tinham sido invadidos na vèspera pela Alemanha e a população era convidada a manter-se à escuta para ouvir outras informações» [...] Foi assim, de surpresa, como era próprio da Blitzkrieg. Não se avisava ninguém e era só avançar, aterrorizando e esmagando o povo invadido. Os belgas, os franceses e outros povos voltavam 20 anos para trás. As estradas tornaram a encher-se de famílias que levavam alguns bens que na desgraça lhes pudessem valer, e alguns alimentos. Os belgas dizem que dois milhões de compatriotas seus se puseram em fuga. Outros falam em dois milhões e meio.

Nesta sua crónica mais tarde transformada em livro, Lucie Matuzewitz continua a descrever a sua odisseia [...] «Apanhámos o último comboio que saía para Paris; os comboios seguintes foram bombardeados e nunca chegaram ao destino. As estradas estavam completamente bloqueadas com automóveis dirigindo-se para sul [...] havia aviões que metralhavam em voo picado os refugiados que caminhavam ao longo das estradas [...] passámos uma noite muito agitada, porque uma bomba caiu ao lado da Torre Eiffel, perto do nosso hotel [...]. Decidimos ir para Bordéus. Infelizmente, poucos dias depois todo o governo francês estava nesta cidade. Uma nuvem de refugiados vindos do norte de França, da Bélgica, da Holanda, deambulava agora pelas ruas, dormindo nos parques e nas estações, não encontrando alojamento [...].»

 

António Moncada S. Mendes – Aristides de Sousa Mendes, Memórias de Um Neto
Edições Saída de Emergência e António Moncada S. Mendes  (2017)

 

 

Pearl Harbor

07.12.16

Just before 8 a.m. on December 7, 1941, hundreds of Japanese fighter planes attacked the American naval base at Pearl Harbor near Honolulu, Hawaii. The barrage lasted just two hours, but it was devastating: The Japanese managed to destroy nearly 20 American naval vessels, including eight enormous battleships, and more than 300 airplanes. More than 2,000 Americans soldiers and sailors died in the attack, and another 1,000 were wounded. The day after the assault, President Franklin D. Roosevelt asked Congress to declare war on Japan; Congress approved his declaration with just one dissenting vote. Three days later, Japanese allies Germany and Italy also declared war on the United States, and again Congress reciprocated. More than two years into the conflict, America had finally joined World War II.

 

in http://www.history.com/topics/world-war-ii/pearl-harbor

 

 

 

Do you know what a soldier is, young man? He's the chap who makes it possible for civilised folk to despise war.

 

 

Allan Massie