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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

04
Fev21

eurekas esquecidas

Cecília

António Pinheiro, produtor musical, que foi o técnico de som [...] teve uma reação «terrível» quando se encontrou com o artista pela primeira vez: «Já nós estávamos habituados à escuridão do estúdio, quando aparece um tipo baixo, de barba laranja, ruiva, todo vestido de verde, e eu tive um flash. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

12
Jan21

ato de autenticidade

Cecília

«Não gosto da ostentação do achincalhamento da figura clássica, da mesma maneira que exijo dos outros o respeito por mim. Nunca me vesti como o faço por provocação aos outros, mas como um ato de liberdade para comigo próprio, por prazer.»

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

29
Dez20

mais

Cecília

O objetivo era sempre o mesmo: aprender. Ir mais além. Dotar-se de ferramentas que lhe permitissem sobreviver confortavelmente, agradavelmente, até conseguir o lugar ao sol no mundo da música. Tornar-se cabeleireiro, ou melhor, barbeiro, foi sempre um meio, nunca um fim. «É que gosto muito do som da tesoura, mas não há nada que chegue ao som de uma viola, de uma guitarra ou de um violino. Só lamento não ter tido a formação musical necessária que agora me ia fazer muito jeito. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

11
Dez20

a paz

Cecília

encontrámo-nos na editora, no primeiro andar, onde ficava a lindíssima sala de audições, (antes do incêndio do Chiado), com o piano, e o melhor que havia de material de bobinas. Comecei a ouvir e já não saí dali. Depois a porta abriu-se e ele saiu [...] E disse-me: anda cá, quero que ouças. E eu ouvi, ainda não era definitivo, mas já não era maquete. O que achas? E eu disse, acho que devias ter instrumentos tradicionais, porque está muito elétrico, muito rock. As tuas melodias pedem instrumentos de Portugal. A tua cena é muito de cá. Foi o nosso primeiro contacto e houve logo uma grande empatia. Ele era uma pessoa cheia de humor, sempre tão bem arranjado, cuidado, cheiroso. Usava pulseiras de picos, correntes de cães, adereços estranhos, a maior parte feita por ele, e era a paz em pessoa. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

10
Dez20

ciclos

Cecília

...Voz do Operário onde, estudando à noite, parece que acabou por conseguir o seu diploma de Curso Comercial - cinco anos, fora os dois que lhe faltavam do ciclo preparatório. Curso exigente, cheio de disciplinas difíceis, cálculo comercial, contabilidade, economia política, técnica de vendas, geografia geral, história, datilografia, estenografia, português, francês, inglês. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)
Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

09
Dez20

esperanças de oriente

Cecília

Que mais trazia consigo o ano de 1956?

(...)

Que mais novidades ainda?

Esperança: o parto sem dor - utilizado principalmente na Rússia e China comunistas - foi aceite pela Igreja Católica. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)
Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

Beba, mas com moderação durante o período de vacinação contra a covid-19. É basicamente a recomendação que o Instituto Gamaleia, que produz a vacina Sputnik 5, da Rússia, fez hoje, negando informação de autoridade do governo russo sobre proibição do consumo de álcool nesse período.

in https://valorinveste.globo.com/mercados/internacional-e-commodities/noticia/2020/12/09/instituto-russo-nega-necessidade-de-abstinncia-de-lcool-durante-vacinao.ghtml

 

09
Dez20

certeiro

Cecília

A seguir foram almoçar, e a lindíssima Lena ficou no meio dos dois, Variações à esquerda, Marco Paulo à direita. Um cantor recém-chegado e o artista consagrado e famosíssimo. Mas as pessoas, sobretudo as senhoras e as miúdas que entravam, iam direitas ao António a pedir-lhe autógrafos, e não olhavam para mais nada nem para mais ninguém:

- Ele era de tal maneira flashante que tudo o resto se apagava. Durante o almoço, o Marco quis mostrar que estava um bocadinho ciumento e sentido, mas na boa, porque é uma excelente pessoa. A brincar disse, António, qualquer dia ainda ponho uma bomba no teu carro! Uma cena de puto. E o António só lhe diz, mas qual carro? e desarmou-o completamente. Passados uns segundos, o Marco, que sentiu que se calhar tinha ido um bocadinho longe de mais, responde: Ó António, eu amo-te. Foi tão bonito. O António não falava muito, mas tinha um humor tão subtil, era terrivelmente certeiro, e ainda por cima não tinha mesmo carro, nem guiava, nem queria saber disso, gostava era de andar a pé. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

08
Dez20

convicção

Cecília

... no mesmo espetáculo em que António Variações foi violentamente vaiado por aquele público tão tradicional. Carlos Ferreira, cujo camarim ficava no palco, estava com a mãe que o ajudava nas mudanças de roupa, e descreve como «aterradora» a reação da assistência:

- Assisti a uma das maiores pateadas numa atuação do Variações no Coliseu, quando ele foi cantar o Povo que Lavas no Rio. Foram impiedosos. E ele? Na maior. Continuou, como se nada acontecesse. As pessoas a patearem, a insultarem, e ele a cantar até ao fim, como se nada estivesse a acontecer. Foi genialmente corajoso. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

02
Dez20

bom coração

Cecília

Pedro Ayres de Magalhães (...) mantém o texto «palavra por palavra», quando volta a publicá-lo. Reproduzimo-lo:

«Eu só gosto de pessoas que têm bom coração, António Variações tem um grande e bondoso coração que se dedica com um cuidado sensível às pessoas que o rodeiam. 

 

Manuela Gonzaga – António Variações, Entre Braga e Nova Iorque (2018)

Manuela Gonzaga e Bertrand Editora (2018)

 

 

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