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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

livre

14.07.21

Estou à beira. Escuto. É todo o mar que em mim ressoa

[...]

e tudo está em si porque as próprias sombras amam. 

 

António Ramos Rosa in NA DISTÂNCIA SEM DISTÂNCIA  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

país(es)

29.06.21

Um país se delimita nas mudanças do vento.

Labirinto ou fábrica de espumas sempre aberta. 

Sinuosas continuidades, dunas de pensamento, 

por vezes um abrigo, ninho de primavera,

por vezes um polvo ardendo nas areias. 

 

António Ramos Rosa in UM PAÍS, UM POEMA - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

vivendo e aprendendo

21.06.21

Tu te ofereceste aberta como eras 

no sentido da dança, do fogo e do mar 

 

António Ramos Rosa in ENCONTRO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

ilha

11.06.21

Cheguei a um silencioso, a um suave centro. 

[...]

Estou isolado, aberto a uma vida repentina. 

[...]

Feliz, feliz, na fescura das veias, nos músculos libertos. 

 

António Ramos Rosa in TANGÊNCIA NO CENTRO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

1 ESQ

09.06.21

e da figura frágil que eu amo, o seu espaço

que ignoro, o seu quarto intacto, o seu odor de rapariga.

[...]

Eu desejo as palavras das suas fibras, a saliva da sua língua. 

Desejaria habitar o seu caminho, bater à sua porta. 

 

António Ramos Rosa in FALO DE UM DESIQUILÍBRIO - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)