Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

  Uma pequena ponte, uma lâmpada, um punho, uma carta que segue, um bom dia que chega, hoje, amanhã, ainda, a vida continua, no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia, nas mãos que se dão, nos punhos torturados, nas frontes que persistem.    António Ramos Rosa in NÓS SOMOS - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)     L'échappée belle Brigitte Sanchez  
09 Mar, 2020

impaciente, cega

  Alguém a viu sair, essa mulher descalça que marcha ao longo do muro impaciente e cega?      António Ramos Rosa in CICLO DO CAVALO - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)    
06 Mar, 2020

deixar

Não cantes vitorioso nem a galope: deixa as palavras virem ao nível do seu vagaroso peso, do seu chão de água.    António Ramos Rosa in ONDE AINDA É POSSÍVEL - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)    
16 Dez, 2019

em ti

Estou deitado em ti como na terra.    António Ramos Rosa in SEIS POEMAS DA TERRA - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)      
22 Out, 2019

tempo

  Põe o tempo o cuidado que ignora o ouvido e que o livro não dá. É dele este silêncio, este saber, este ouvir e calar. (...) É dele o pouco a pouco, o aproximado, o justo.  (...) É doce e grande  o tempo. (...) Põe o tempo o cuidado. Mas não põe as estrelas.   Perde o olhar o brilho. Mas o mar não se perde.        António Ramos Rosa in Antecipação à Velhice - Obra Poética I Assírio & Alvim (2018)        
Com as portas abertas eu sou o mar que entra.  Mas sem esquecer o sangue, eu escuto e sei e espero.    António Ramos Rosa - Obra Poética I  Assírio & Alvim (2018)