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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

adorei as almas!

13.05.21

 

O último símbolo que quero destacar é o rosário ou as contas. [...] O rosário cristão se confunde com as contas do “Òpelè-Ifá” ou “Rosário de Ifá”, que é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá (Ifá é o porta-voz de Orumilá e de outros Orixás). Vale lembrar que o culto dos negros a Nossa Senhora do Rosário, se deve também ao paralelismo estabelecido entre o rosário desta Nossa Senhora e o Rosário de Ifá, obviamente já conhecido por muitos negros. Por isso, sempre insisto que o culto dos negros a
Nossa Senhora do Rosário é ao mesmo tempo adaptação e resistência [...]

E termino com a saudação aos pretos velhos proferida na maioria dos terreiros de
Umbanda [...] e que demostra a multiplicidade do culto e suas referências: “Salve Jesus
Cristo e Nossa Senhora... Salve os Orixás... Saravá o Preto Velho... Adorei as almas”.

 

in http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364730161_ARQUIVO_Adoreiasalmas-XXVIISNH-textocompleto.pdf

 

 

te colmo de bendiciones

10.05.21

Nada a dizer no entanto Quem sobe à fogueira

quem foi para o deserto? Não há palavras mais 

 

António Ramos Rosa in  A IMPONDERÁVEL ABORDAGEM - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

Aunque tu, me has echado en el abandono
Aunque tu, has muerto todas mis ilusiones
Y en vez, de maldecirte con gusto en coro
En mis sueños te colmo, en mis sueños te colmo
De bendiciones
Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que sepas que el llanto mio
Tiene lagrimas negras, tiene lagrimas negras
Como mi vida
Tu me quieres dejar, yo no quiero sufrir
Contigo me voy mi santa aunque me cueste morir
Un jardinero de amor, siembra una flor y se va
Otro viene la cultiva, de cual de los dos sera
Amada prenda querida, no puedo vivir sin verte
Porque mi fin es quererte y amarte toda la vida
Yo te lo digo mi amor, te lo repito otra vez
Contigo me voy mi santa porque contigo moriré
Yo te lo digo mi amor, que contigo moriré
Contigo me voy mi santa te lo repito otra vez

 

Lagrimas Negras
Omara Portuondo

scoping

25.03.21

People let me tell you I work hard every day
I get up out of bed, I put on my clothes
'Cause I've got bills to pay
Now it ain't easy but I don't need no help
I've got a strong will to survive
I've got a deeper love, deeper love
Deeper love inside and I call it

[Chorus]
Pride (a deeper love)
Pride - a deeper love
(Pride) a deeper love
Woah woah woah woah
It's the (pride) power that gives you
The (pride) strength to survive
(Pride - a deeper love)
(Woah woah woah woah)
Yeah ooh yeah yeah
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah yeah

[Verse 2]
Now I've got love in my heart, it gives me the strength
To make it through the day
Pride and love (pride is) oh respect for yourself
And that's why I'm not looking for
Handouts, charity, welfare, I don't need
Stealin', killin', not my feelin'
No backstabbin', greedy grabbin'
Lyin', cheatin' 'cause I've got a
Deeper love, a deeper love
A deeper love inside, I I yeah yeah
I've got a deeper love (deeper), a deeper love (deeper)
Deeper love inside, whoa

[Chorus]
(Pride) a deeper love
(Pride) a deeper love
(Pride - a deeper) love
Woah woah (woah woah)
It's the (pride) power that gives you
The (pride) strength to survive
(Pride - a deeper love)
(Woah woah woah woah)
[Verse 3]
And I wanna thank you for helping me see
There's a power that lives deep inside of me
Give me the strength (give me the strength)
To carry on (to carry on), always be strong
Whoa oh oh oh whoa

Aretha Louise Franklin

(Memphis, 25 de março de 1942 — Detroit, 16 de agosto de 2018)

 

bubuiando

17.03.21

le vide n'abolit pas l'inconnu mais l'éblouit

[...]

Tudo arde ainda na minuciosa paciência

[...]

Intensidade e tensão 

da atenção pura

que sabe conter o que não se pode conter 

 

estremecimento que não treme

tudo respira no silêncio

[...]

amorosos dedos de um amor da terra 

[...]

teia aberta 

[...]

e navio submerso 

[...]

pedra de infinita transparência

[...]

paciência ardente 

[...]

vazio amante

[...]

mão que penetrou no impenetrável 

[...]

a infinita intensidade do contacto 

 

António Ramos Rosa in  UM ESPAÇO DE SILÊNCIO (Proposições sobre a pintura de Vieira da Silva)  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

O Naufrágio

Maria Helena Vieira da Silva 

 

dar valor

15.03.21

O que resta       recomeçar

com uma pedra 

 

O que eu movo 

 

      até

 

   onde não sei 

 

suspendo

e algo avança

                                         à minha frente 

 

 

A mão baixa 

 

                                       aranha de ar 

 

rápida   intranquila 

 

as armas que respiram 

 

o desejo      e a surpresa 

 

[...]

 

O brilho da palavra    igual ao brilho do silêncio 

 

[...]

 

 

O sol sobre os teus braços 

 

 

António Ramos Rosa in  DECLIVES  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

encontro

11.03.21

ela quem? - ela, o esplendor do encontro 

[...]

sem a mão do afago e tudo em vão

no vão de tudo ser o encontro aquém do encontro

 

António Ramos Rosa in  O INCÊNDIO DOS ASPECTOS  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

(agressão)

06.03.21

É a que nunca teve sorte e tinha um grande amor que merecia a felicidade. 

 

António Ramos Rosa in  MUSAS  - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

exemplos que não passam

05.03.21

Mas o tempo passa. Tomé já sabe andar de novo. Consegue dobrar os dedos das mãos. Filipa chora de dores na fisioterapia, mas não desiste e insiste tanto quanto lhe dizem para insistir, para recuperar o mais rápido possível. Em Abril de 2018, os dois ainda não tinham concluído o processo que lhes permitirá receber uma indemnização, mas Tomé encara os 15 mil euros que lhs deverão estar destinados com desânimo. «As indemnizações deviam começar pelos feridos, que estão cá a lutar, que vão ficar com marcas para toda a vida, mas começaram pelos mortos«, diz.

Há alguma amargura nas palavras dos dois. Mas também ironia, quando falam daqueles que dizem «ter-se aproveitado» do incêndio. Dão como exemplo um conhecido que recebeu uma indemnização por um veículo que, supostamente, ardeu no incêndio, quando de facto o carro já só era uma carcaça inútil parada na propriedade do dono há anos. 

 

Patrícia Carvalho – Ainda aqui estou (2018)

Fundação Francisco Manuel dos Santos e Patrícia Carvalho (2018)