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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

21.03.19

the enemy is invisible, but the battle is real


Cecília

Toda manhã na africa, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver.

Toda manhã um leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rapido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.

Não importa se você é um leão ou uma gazela.

Quando o sol nascer, comece a correr.

 

Provérbio africano

 

 

Mu kanganhisse wa minssava
hinkwayo, yo kala yinga xiyi
Hi madimoni yawena la makulo,
a nala anga
vonakali kambe a yimpi i ya ntiyisso
Unga lá ndzita sathana hi ku ungamu zandza
Unga landzi sathana hiku Unga mu navela
Mati yo daha
Mati yo Hu luta

 

 

Deceiver from all over the world,
Dashing on earth with his mighty demons,
The enemy is invisible, but the battle is real.
Do not go after the Devil, because you may like it,
Do not go after the Devil, because you may need
(Come) with your healing water, water that saves, water that cleans,
The spirit, mind and body

 

30.05.18

evolucionismo I


Cecília

Como a palavra indica, o Evolucionismo sustenta que a natureza evolue, isto é, caminha para diante, muito embora hoje em dia todos sintamos a vida a andar para trás

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

06.11.17

arte do desapego


Cecília

 

 

 

Declarou: saí à floresta para te matar. Arrebatado por esse sentimento, saí. Mas o juízo sobrevém à raiva. Esperei o suficiente para que me rendesse à amenidade de sempre ou à decrepitude. Foi o melhor. A tua vida morre de qualquer maneira. E eu guardo-me de remorsos ou cansaço. Itaro novamente lhe perguntou: de verdade que outro me tocou na floresta. E o oleiro respondeu: de verdade. Podes partir com o meu ódio mas sem a minha condenação. Haverás de condenar-te sozinho. Porco. 

 

Valter Hugo Mãe – Homens imprudentemente poéticos

Porto Editora (2016)

 

13.10.16

áfrica


Cecília

 

Margareth Menezes

(13 de outubro de 1962)

 

"Recentemente, o escritor Mia Couto esteve de volta ao Brasil para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e mais uma vez me surpreendeu com uma simples frase: “Deixem a África contar sua própria história”. Isso bateu em mim como uma bigorna! Se pararmos pra pensar, o que realmente conhecemos sobre o continente africano, se não as informações trazidas de lá pelos povos que se meteram a colonizar o não colonizável? O que realmente se revelou da gigante e misteriosa África que pode nos dar alguma base real da sua verdadeira história? Partindo da informação de que são 61 países eterritórios, todos independentes, cada um dividido por várias etnias com dialetos, idiomas, histórias de formação e reinados muito mais antigos do que o Brasil e alguns países da Europa, ainda há muito o que se saber.

Ainda hoje, muitos pensam a África como um grande deserto. Eles existem, mas além do Saara e da Namíbia, existem muitas belezas nas savanas africanas, montanhas e rios maravilhosos, existem cidades modernas, como asque já vi. A África Oriental é riquíssima e cheia de colaborações para a formação da cultura ocidental. Existem povos na África que não têm o menor interesse em interagir com o ocidente e se bastam. Tudo o que sabemos da África são dados trazidos para nosso conhecimento de forma convencional. A partir dessas ideias, vejo como perdemos tempo na insistência em alimentar a discriminação no solo do nosso país. Uma ação fora de propósito, já que seríamos muito mais ricos se fosse incentivada a inclusão de todos os cidadãos. Penso que na atual situação do mundo, o país que tiver seu povo unido e melhor preparado garantirá seu futuro mais soberano." 

 

Margareth Menezes - "A história da África por ela mesma" - coluna, Revista Raça Brasil nº 183

 

 

 

 

 

 

17.09.16

(...)


Cecília

" A Praia do Bispo era um bairro cheio de camiões: passava esse camião da água, o camião da gasolina, o camião do lixo e o camião do fumo dos mosquitos. Todos esses camiões davam alegria e tinham uma música própria que nós gritávamos enquanto corríamos atrás deles." 

 

 

" Eu e a mana Tchi ficámos na sala, a jiboiar, à espera que acontecesse alguma coisa." 

 

 

" A professora sabe como é - encostei-me no portão -, quando aparece a menstruação, depende muito das mulheres, mas algumas têm muitas dores. A minha mãe nem sempre, mas desta vez tá cheia de dores. Tomou dois comprimidos para as dores antes do almoço, mas quando acabou de almoçar ainda tinha dores e disse-me que se ia deitar a ver se lhe passava a moinha. (...) Não leve a mal eu não ir lá acordar a mãe, mas sabe como é, estas dores da menstruação, é sempre assim, a minha mãe por acaso não fica muitos dias com a menstruação, é dois ou três dias, mas o primeiro dia é sempre o pior, mesmo com os comprimidos. 

- Sim, filho - ela gaguejou mais. - Dá as melhoras à tua mãe.

- Sim, mas não se preocupe, isso depois passa, é normal nas mulheres. (...) 

- A Genoveva ligou-me assustada, diz que tu lhe deste uma lição sobre a menstruação - a minha mãe ria.

- Ela esteve aqui e queria que eu te acordasse. Eu expliquei que tavas incomodada. 

- Eu sei, filho, eu percebi. 

- Mas também, ela escusava de te ligar pra te contar isso tudo. Assim acordou-te à mesma!" 

 

 

" A vida afinal acontece muito de repente". 

 

 

" Não há melhor coçadela de cabeça do que essa, quando parece que estão a procurar piolhos".

 

 

" Ficámos a olhar o verde do jardim, as gotas a evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos para novas caminhadas. O recomeçar das coisas.

- Nao sei onde é que as lesmas sempre vão, avó. 

- Vão pra casa, filho.

- Tantas vezes de um lado para o outro?

- Uma casa está em muitos lugares - ela respirou devagar, me abraçou. - É uma coisa que se encontra".

 

 

" e acabo de fechar um livro com aquela sensação esquisita (humana?, metafísica?) que concluir um livro traz - como se a pele se imbuísse de certo fechamento, os olhos pedissem calma à luz e os sons ficassem terrivelmente delicados de se dizer e de se ouvir". 

 

 

" como se a infância fosse um ponto cardeal eternamente possível". 

 

 

" A surdez é uma coisa que acontece mesmo aos de bom ouvido". 

 

 

 

Ondjaki - Os da Minha Rua (2007)

Leya, SA (2016)

 

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