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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

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07.03.19

amor, eu sei que vives


Cecília

Dou-te um nome de água

para que cresças no silêncio.

 

Invento a alegria

da terra que habito

porque nela moro.

 

Invento do meu nada

esta pergunta.

(Nesta hora, aqui.)

 

(...)

 

Amor, eu sei que vives

num breve país.

 

Os olhos imagino

e o beijo na cintura,

ó tão delgada.

 

Se é milagre existires,

teus pés nas minhas palmas. 

Ó maravilha, existo 

no mundo dos teus olhos.

 

Ó vida perfumada

cantando devagar.

 

Enleio-me na clara

dança do teu andar.

 

Por uma água tão pura

vale a pena viver.

 

Um teu joelho diz-me

a indizível paz.

 

António Ramos Rosa in Teu Corpo Principia

 

António Ramos Rosa - Obra Poética I 

Assírio & Alvim (2018)

 

 

 

 

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