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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

  Foste de verdade, não de feito, a voz de Portugal.  (...) A Portugal, a voz vem-lhe sempre depois da idade  e tu quiseste acertar-lhe a voz com a idade e aqui erraste tu, não a tua voz de Portugal não a idade que já era hoje.  (...) Tu levaste empunhada no teu sonho a bandeira de Portugal vertical sem pender pra nenhum lado  o que não é dado pra portugueses. Ninguém viu em ti, Fernando, senão a pessoa que leva uma bandeira e sem a justificação de ter (...)
Era a primeira aula de «História Local». Eu procurava, como costumo fazer, um tema que despertasse a atenção dos meus alunos e os lançasse numa animada troca de ideias. « Digam-me lá que imagens, que estereótipos, que histórias associamos normalmente à cidade do Porto?» Algum embaraço inicial foi rapidamente superado: «cidade do trabalho», «cidade da liberdade», «o granito», «a chuva», «o cinzento», «Não! Cinzento não! É o contrário! As casas coloridas!», «a (...)
The Secretary Chant My hips are a desk, From my ears hang chains of paper clips. Rubber bands form my hair. My breasts are quills of mimeograph ink. My feet bear casters, Buzz. Click. My head is a badly organized file. My head is a switchboard where crossed lines crackle. Press my fingers and in my eyes appear credit and debit. Zing. Tinkle. My navel is a reject button. From my mouth issue canceled reams. Swollen, heavy, rectangular I am about to be delivered of a baby Xero (...)