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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

fado ferrari


Cecília

26
Jun18

Não tendo ainda descoberto a América e não podendo portanto receber auxílio do Plano Marshal, a extremidade ibérica deste nosso mundo ocidental atravessava então momentos difíceis. Sem indústria pesada, sem divisas da área do dólar, a contas com a inflação e com o maior cardume de tubarões de que reza a história, a sua economia não se mostrava à altura das circunstâncias. Os metálicos filões que haviam dado o nome às Idades do Cobre, do Bronze e do Ferro, tinham desaparecido uns atrás dos outros; e nem a agricultura nem o turismo, nem as comemorações dos centenários desses mesmos filões, despertavam o interesse dos indígenas (...) Nem tudo porém era mau, como estas linhas podem fazer crer. Graças a uma política firme e inteligente, que durou longos anos, foi possível equilibrar a subida dos custos com uma substancial descida do nível de vida e, desta forma, salvaguardar a cultura e a civilização do Ocidente. 

O resto do Mundo encontrava-se em pleno estado selvagem e não merece que se perca tempo a descrevê-lo. Teria, aliás, de esperar muitos séculos até que, por mares nunca dantes navegados, levássemos até ele, graças ao nosso espírito desinteressadamente civilizador, os missionários, o fado e o hóquei em patins. 

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

a pedra lascada


Cecília

28
Mai18

Neste período, como parece depreender-se do próprio nome, as desinteligências eram resolvidas à pedrada, poupando-se discussões inúteis, propaganda eleitoral e outros vícios da civilização. 

Os homens que habitavam a terra nestes tempos remotos não se chamavam Marcelo ou Teotónio. Davam urros, gesticulavam, faziam carantonhas e soltavam gritos gruturais, conseguindo, à custa de processos tão económicos fazer-se entender melhor do que muitos contemporâneos nossos doutorados pelas Universidades. 

Comiam tudo o que encontravam (o que os distingue de nós é que iam encontrando alguma coisa) [...] embora evitassem comer-se uns aos outros, contrariamente ao que acontece hoje por toda a parte.

 

 

Vilhena – História Universal da Pulhice Humana (1960/1961/1965)
Edição Completa, Integral e Nunca Censurada dos Três Volumes Originais Pré-História / O Egipto / Os Judeus

Herdeiros de José Vilhena / SPA 2015, E-Primatur (2016)

 

 

 

 

zapata


Cecília

10
Abr18

Quiero morir siendo esclavo de los principios, no de los hombres.

 

Emiliano Zapata Salazar

(San Miguel Anenecuilco, 8 de agosto, 1879 — Chinameca, 10 de abril, 1919)

 

 

 

Welcome to Tijuana
Tekila, sexo y marihuana
Welcome to Tijuana
Con el coyote no hay aduana

 

 

 

invasão indonésia de Timor-Leste


Cecília

07
Dez16

7 de Dezembro, 1975 - 1978

 

Em Agosto de 1975, a embaixada dos Estados Unidos em Jacarta enviou um documento "secreto" ao Departamento de Estado a relatar um encontro entre o embaixador dos Estados Unidos e o tenente general Yoga Sugomo, dos serviços secretos indonésios.

Neste encontro, Yoga delineou a situação em Timor-Leste e expressou frustração por não conseguir clarificar "o que o actual Governo português vê como as suas obrigações e responsabilidades no Timor português ou como é que os portugueses tencionam cumprir as suas responsabilidades".

(...)

Quando informado pelo embaixador norte-americano de que "os socialistas portugueses tendem a manter laços ideológicos com os socialistas europeus e não com Moscovo" e sobre como as "tendências" em Portugal eram "vistas como não comunistas e de dificuldades para os comunistas, o general Yoga repetiu meramente que, pelo que sabia, os "socialistas eram pró-Moscovo e os comunistas eram pró-chineses".

Interrogado pelo general indonésio sobre qual a posição dos Estados Unidos para com a situação em Timor-Leste, o embaixador respondeu que, "em primeiro lugar, o Governo dos Estados Unidos não está ansioso por se envolver de qualquer modo no Timor português", sendo o "principal interesse norte-americano o impacto de qualquer mudança no Timor português nas relações dos Estados Unidos com a Indonésia".

"Em segundo lugar, o Governo dos Estados Unidos não tem qualquer objecção à fusão de Timor português com a Indonésia, assumindo que é esse o desejo da população", acrescentou o diplomata, citado no documento.

O embaixador disse que poderia "haver problemas" se houver "uma tomada pela força" avisando que isso poderia pôr em perigo a ajuda militar à Indonésia.

No encontro, o general Yoga disse não acreditar que a fusão de Timor-Leste com a Indonésia pudesse angariar mais apoio entre a população timorense porque "só a Apodeti (Associação Popular Democrática de Timor) é que apoia isso".


A 5 de Dezembro de 1975, nas vésperas de uma visita do então Presidente Gerald Ford a Jacarta, o Departamento de Estado enviou uma nota "secreta" a Henry Kissinger a mencionar a informação sobre a decisão da Indonésia de invadir Timor entre "6 e 8 de Dezembro".

O documento sugere que - embora seja de esperar que a Indonésia não tome qualquer acção antes da partida de Ford de Jacarta, para evitar um "sério embaraço" - seja enviada uma "mensagem urgente" às autoridades indonésias "pedindo que os indonésios não façam qualquer anúncio e não tomem medidas militares até bem depois da partida do Presidente de Jacarta".

Documentos preparados por Kissinger para o Presidente Ford, para a sua visita a Jacarta, indicam, contudo que para Washington Timor-Leste não era uma prioridade.

 

in https://www.publico.pt/2005/11/29/mundo/noticia/portugal-disse-aos-eua-que-nao-se-oporia-a-invasao-de-timorleste-1240452

 

 

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Balibó, lugar onde foram assassinados os jornalistas australianos que faziam a cobertura das primeiras incursões das forças indonésias em Timor-Leste

Data: 1975

 

TIMOR LESTE MEMÓRIA

 

 

 

 

Pearl Harbor


Cecília

07
Dez16

Just before 8 a.m. on December 7, 1941, hundreds of Japanese fighter planes attacked the American naval base at Pearl Harbor near Honolulu, Hawaii. The barrage lasted just two hours, but it was devastating: The Japanese managed to destroy nearly 20 American naval vessels, including eight enormous battleships, and more than 300 airplanes. More than 2,000 Americans soldiers and sailors died in the attack, and another 1,000 were wounded. The day after the assault, President Franklin D. Roosevelt asked Congress to declare war on Japan; Congress approved his declaration with just one dissenting vote. Three days later, Japanese allies Germany and Italy also declared war on the United States, and again Congress reciprocated. More than two years into the conflict, America had finally joined World War II.

 

in http://www.history.com/topics/world-war-ii/pearl-harbor

 

 

 

Do you know what a soldier is, young man? He's the chap who makes it possible for civilised folk to despise war.

 

 

Allan Massie

entrumpados? hilariante!


Cecília

09
Nov16

a) o mundo não acaba lapidado pelas pedradas atiradas contra o politicamente correto, bem pelo contrário - há mais vida e autenticidade no improviso. se calhar, é preciso muito mais disto: broncos que mostram o que querem e ao que vêm, em vez de lobos disfarçados de cordeiros  ( preocupados com os mexicanos que poderão ser expulsos ou que nem poderão entrar porque um muro se levantará? então e os refugiados não acolhidos por uma europa inteira? o trabalho sujo encomendado à Turquia e pago com o dinheiro do bom europeu? a europa afunda-se na sua própria hipocrisia e melindra-se tanto com o que se passa do outro lado do atlântico! mas não nos esqueçamos que os pais fundadores fugiram da porcaria que por cá se fazia - por muito mau que se queira pintar o tio Sam, o irmão europeu é sempre trinta vezes mais carafunchoso e manhoso).

 

 

b) se há coisa que o voto faz é mostrar como as coisas estão e o estado a que se deixaram chegar. 

 

c) como portuguesa e europeia incomoda-me mais o presidente Juncker.

 

 

 

Muda-se de moleiro, não se muda de ladrão.

 

Provérbio Português