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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

Nariz de cera

29
Out21

não retido

Cecília

Vai-se tecendo a paz num caos contemplado

em que nada se retém à roda do vazio

senão o que o desejo suspende e inicia

para não ser mais que o movimento calmo

numa concha de sono vagarosa e vazia.

 

António Ramos Rosa in APENAS UM TREMOR - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

27
Out21

em luz

Cecília

O sol repousa sobre os teus ombros, sobre as folhas

que te inundam, os teus pensamentos deslizam como a água

e há um silêncio há uma ferida há uma sombra que passa

 

António Ramos Rosa in CORPO NA CLAREIRA - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

 

20
Out21

la fête, tu la passes aux toilettes

Cecília

No passado, todos sabemos, a superioridade do branco justificou a escravatura e o colonialismo e, ao mesmo tempo, a sua missão redentora de povos inferiores. Exemplares desses povos eram exibidos nos finais do século XIX e ainda no século XX em feiras e exposições, verdadeiros «Zoos Humanos», que tinham lugar nos países europeus. Essas exposições eram motivo de diversão e, ao mesmo tempo, motivo de demonstração da superioridade da civilização ocidental.

 

Jorge Vala – Racismo, Hoje, Portugal em Contexto Europeu (2021)

Fundação Francisco Manuel dos Santos, Jorge Vala (2021)

 

 

13
Out21

tomorrow day

Cecília

And so after a while she had sat up and he had said, "Stay, Olive." But she did not stay. "Call me," he said. "I would like it if you called me." She had not called. He could call her if he wanted to. And he had not called [...] He had sent one email with a bunch of question marks in the subject line and nothing more. That was an email? Olive didn't think so.

 

Elizabeth Strout – Olive, Again (2019)
Penguin Random House UK (2019)

 

 

11
Out21

de frente para o sol

Cecília

Avanço através de um caos silencioso.

[...]

É vazio o princípio do princípio.

A possibilidade de nascer é o desejo que nasce.

Esquecer, viver. 

 

António Ramos Rosa in UM DISCURSO TRANSPARENTE - Obra Poética I

Assírio & Alvim (2018)

 

 

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