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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

maciça inconveniência

Este livro cínico e despudorado revela uma ousadia que bem se pode qualificar de desafio às Autoridades, pois que abertamente as ataca, e apresenta textos em que todos os assuntos indesejáveis são largamente exibidos.

Assim, faz abertamente propaganda comunista, achincalha com diatribes dissolventes a Família, a ordem social e a religião católica, é escrito com linguagem desbragada, tem passagens da mais baixa obscenidade, ilustrações imorais, e, tão maciça é a sua inconveniência, que ocioso se torna fazer citações.

Acresce que anuncia as obras já proibidas do mesmo autor e a próxima continuação de uma delas.

Julgo portanto que este livro não pode deixar de ser proibido de circular no País.

 

O leitor:

José de Sousa Chaves

Maj.

 

 

 

Vilhena – Branca de Neve e os 700 anões  (1962)

Edição fac-símile, A Bela e o Monstro Edições / Rapsódia Final, Unipessoal lda (2014)

 

 

 

 

 

ta(ma)ncos

Troc…  troc…  troc…  troc…

ligeirinhos, ligeirinhos,

troc…  troc…  troc…  troc…

vão cantando os tamanquinhos…

 

Madrugada.   Troc…  troc… 

pelas portas dos vizinhos

vão batendo, Troc…  troc… 

vão cantando os tamanquinhos…

 

Chove.  Troc…  troc…  troc… 

no silêncio dos caminhos

alagados, troc…  troc…

vão cantando os tamanquinhos…

 

E até mesmo, troc…  troc…

os que têm sedas e arminhos,

sonham, troc…  troc…  troc…

com seu par de tamanquinhos…

 

 

Cecília Meireles, A canção dos Tamanquinhos

 

 

 

 

 

 

antena afinada

Se quer ver o progresso duma cidade, vá aos bairros pobres - mas se quer ver a segurança de uma época, vá espreitar pelas grades dos bairros opulentos. Pobre duma terra quando começa a ser abandonada pelos ricos» - disse o jornalista. «O burguês rico é o único da espécie humana que tem a antena afinada para prever o derramamento de sangue sobre uma terra». 

 

 

Lídia Jorge – A Costa dos Murmúrios (1988)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

 

 

quem tem razão?

Quem tem razão? Qual é o país mais certo? As crianças têm a sabedoria da sua inocência, o livre descontrolo dos sonhos. Os velhos têm a memória distorcida do que experimentaram, têm tudo o que conseguiram não esquecer. Os outros, entre crianças e velhos, têm as suas lutas e ilusões.

 

José Luís Peixoto, in UP, Janeiro de 2017.

 

in http://www.joseluispeixoto.net/toda-a-vida-120409

 

 

 

 

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