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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

vida cartoon [1+(x2)]

... como todas as mães: às vezes vestida de supermulher - alegre, corajosa e entusiasmada - ; outras vezes, desconsolada, frustrada e à procura do seu lugar no mundo. 

 

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« todos sabem como a maternidade deve ser... as mães sabem como ela é.» 

 

 Ana Sílvia Agostinho - Mamã cartoon - verdadeira, divertida e apaixonada (2016)

Alma dos livros (fevereiro 2017)

 

 

imaginação em movimento

 

 in http://kidcrave.com/scoop/home-library-slide/

 

 

O momento que mais conta para mim é o que antecede a leitura. Às vezes é o título que basta para acicatar em mim o desejo de um livro que se calhar não existe. Às vezes é o incipit do livro, as primeiras frases... Resumindo: se para vocês basta pouco para pôr a imaginação em movimento, a mim basta-me ainda menos: a promessa da leitura.

 

Italo Calvino – Se Numa Noite de Inverno Um Viajante (1979)
Coleção Mil Folhas PÚBLICO (2002)

 

 

rugas (II)

Às crianças contamos histórias,

E limpeza, ordem e fala lhes pedimos. Aos adultos falamos

De afectos e vamos prevenindo que será uma desgraça.

Aos velhos apresentamos o resultado. 

 

 

Maria Gabriela Llansol - O Começo de Um Livro É Precioso
Assírio & Alvim (outubro 2003)

 

 

 

 

 

quem tem razão?

Quem tem razão? Qual é o país mais certo? As crianças têm a sabedoria da sua inocência, o livre descontrolo dos sonhos. Os velhos têm a memória distorcida do que experimentaram, têm tudo o que conseguiram não esquecer. Os outros, entre crianças e velhos, têm as suas lutas e ilusões.

 

José Luís Peixoto, in UP, Janeiro de 2017.

 

in http://www.joseluispeixoto.net/toda-a-vida-120409

 

 

 

 

diz-me menina como brincas...

" Tappey: O mais antigo e popular género de poesia pashtun. É composto de dois versos, o primeiro sempre mais curto, com nove sílabas; o segundo, com treze. As meninas do vale do Swat gostam de brincar a inventar versos e ganha o jogo quem fizer as melhores rimas. No Afeganistão, esse tipo de poesia também faz parte do folclore e é chamado de landay. " 

 

Adriana Carranca - MALALA, a menina que queria ir à escola

Nuvem de Letras, uma chancela de Penguin Random House Grupo Editorial  (2016)

 

 

 

 

 

Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.


Rubem Alves

 

 

 

 Menina assenta o passo
Sem medo ou manha
Ou muito te passa da vida
Tem que haver quem faça o que muito queira
Caminha sem falsa fascinação
O teu coração
Ainda pára
Forçando a apatia pelo medo de dançar
Não se avista um dia em que um ego não destrate
Uma mais bela parte
Escondida em ti.
Menina sê quem passa pra lá da ideia
Quem muito se pensa fatiga
Nem vais ver quem são
Sem os olhos no chão
Os que andam pra ver-te vencida a ti.
O teu coração
Sem querer dispara
Força e simpatia ao Ser que te vê dançar
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
E, por muito que tarde, esse dia é teu.
Desfaz o Nó
Destrava o pé
Desmancha a trança e avança
Chocalha o chão
Esquece os que estão
Rasga o marasmo em ti mesma
Vê Corações
(na) Cara que pões
Vira do avesso esse enguiço
Desamordaça a dança pra te convencer
O teu coração
Sem querer dispara
Força e simpatia ao Ser que te vê dançar
O teu coração
Ainda pára
Forçando a apatia pelo medo de dançar