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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

o melhor que pudermos

Temos de aceitar o que a vida nos dá e temos de tentar fazer com ela o melhor que pudermos. Era o que o velho dele lhe dizia.

 

Charles Bukowski in Noite Fria - Música para Água Ardente (1983)
Antígona (2015)

 

 

 

 

mundo é nós

Eram francamente opostos. Antagonizavam-se com honestidade e reconheciam isso no modo como se observavam de soslaio. 

 

 

Valter Hugo Mãe – Homens imprudentemente poéticos

Porto Editora (2016)

 

 

 

 

Nós Somos o Mundo


Dizem que o mundo está acabando
Não está acabando, não, a gente só peca se quiser
A gente é que está destruindo o mundo
Mas se nos unirmos, também podemos construí-lo

Minha gente, do jeito que o mundo está hoje em dia
Não pensem que a sorte está sempre do vosso lado
Gozem, gozem, gozem a vida
Mas andem sempre, sempre com cuidado
Gozem, gozem, gozem a vida
Mas andem sempre, sempre com cuidado

Uuu ia ia, ia ia ia ia ia oh ia

Minha gente, a amizade está mudando
Hoje te querem bem, amanhã já nem te conhecem
A amizade de hoje só vale se tens algo a dar às pessoas
Se não tens, já sabes que elas vão te passar pra trás

Acham que Deus deixou o mundo de lado
Mas somos nós que fazemos nosso mundo
Se pensarmos direito, bem lá no fundo
A gente é que está em dívida com Ele

ulissescoroa

 

post mortem

 

... em descansos breves do trabalho, e podiam tão-só rir. Estavam vivos e juntos, pensavam. Estavam vivos e juntos. A felicidade poderia ser aquilo. 

 

 

Valter Hugo Mãe – Homens imprudentemente poéticos

Porto Editora (2016)

 

 

 

 

 

dores e confusões

A par da angústia afectiva, existe uma angústia intelectiva,

Embora de sabor absolutamente desigual (...)

Com os dedos gelados, pego no giz.

Nesse gesto, começo a sair da confusão que não consola. 

 

 

Maria Gabriela Llansol - O Começo de Um Livro É Precioso
Assírio & Alvim (outubro 2003)

 

 

 

 

então diante de mim

Eu perdi a vez de ser simples, 

perdi a vez feliz de ignorar,

perdi a sábia ignorância,

perdi a graça de não saber.

Deixei passar a vez de ir na corrente 

e de ser como toda a gente 

às carambolas da sorte. 

 

Eu perdi a vez de ser analfabeto,

esse segredo para não ser doutor 

e para não saber também

o que as letras sabem 

do mundo e de mim. 

 

(...) ser ignorante não dói 

não dói tanto como não ignorar!

 

Eu deixei passar a vez de ir na onda 

e de ter o entendimento repartido pelos mais, 

começaram por ensinar-me as letras 

e as letras acabaram por dar comigo 

e eu vi-me então diante de mim 

despegado da onda e da corrente 

diferente de toda a gente 

independente da multidão. 

 

 

José de Almada Negreiros, SEGUNDA MANHàin AS QUATRO MANHÃS
Poemas Escolhidos José de Almada Negreiros - Assírio & Alvim | Porto Editora 2016

 

 

 

 

 

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