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Nariz de cera

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

anotações e apontamentos que dizem tudo - de, por e para mim - por si mesmos.

do casamento (I) - a decisão

O prolongamento da vida provocou algo que não era comum noutros tempos: a relação íntima e a mútua pertença devem ser mantidas durante quatro, cinco ou seis décadas, e isto gera a necessidade de renovar repetidas vezes a recíproca escolha. Talvez o cônjuge já não esteja apaixonado com um desejo sexual intenso que o atraia para outra pessoa, mas sente o prazer de lhe pertencer e que esta pessoa lhe pertença, de saber que não está só, de ter um «cúmplice» que conhece tudo da sua vida e da sua história e tudo partilha. E o companheiro no caminho da vida, com quem se pode enfrentar as dificuldades e gozar das coisas lindas. Também isto gera uma satisfação que acompanha a decisão própria do amor conjugal. Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade. O amor, que nos prometemos, supera toda a emoção, sentimento ou estado de ânimo, embora os possa incluir. É um querer-se bem mais profundo, com uma decisão do coração que envolve toda a existência. Assim, no meio de um conflito não resolvido e ainda que muitos sentimentos confusos girem pelo coração, mantém-se viva dia-a-dia a decisão de amar, de se pertencer, de partilhar a vida inteira e continuar a amar-se e perdoar-se. Cada um dos dois realiza um caminho de crescimento e mudança pessoal. No curso de tal caminho, o amor celebra cada passo, cada etapa nova.

 

Papa Francisco, in 'A Alegria do Amor'

 

 

 

بلا مفاتيح . . . . بلا أبواب

 

المفاتيح التي لا تفتح الأبواب
هي المفاتيح التي تغلق الأبواب
والمفاتيح المشنوقة في السلاسل
لا تملك إلا دراما الرنين
لكن المفتاح الذي يموت في جيبي
يذكرني بأنه قد آن الوقت لكي أكون إمرأة عاقلة ، تسكن بيتا
بلا مفاتيح . . . . بلا أبواب

 

The keys that open doors
are the keys that close them,
and the keys strangled in chains
have nothing but the drama of tinkling.
But the key that dies in my pocket
reminds me it is time
that i became a reasonable woman
who lives in a house
without keys, without doors.

 

Keys –  Fatma Kandil

 

 

Caramelo (Poema cursi)

Miércoles sobre el monitor.

El envoltorio no disipa tu dulzura. No te puedo ver, pero te puedo imaginar.
Ya te he gustado
(desplazamiento de sentidos)
en otras latitudes, cinturas, encajes y bibliotecas.
Mi lengua ha conocido otros ácidos, dulzuras y mieles.
Esperaré hasta el momento adecuado, aunque nunca llegue,
pero la expectativa es señal de vida.
Esperaré para gustarte, chuparte, saborearte, morderte, licuarte.
Dejemos ya a Girondo
Aún no,
primero mis yemas
sobre las leyendas de tu envoltura.

 

in http://www.mundopoesia.com/foros/temas/caramelo-poema-cursi.580596/

 

 

quem tem razão?

Quem tem razão? Qual é o país mais certo? As crianças têm a sabedoria da sua inocência, o livre descontrolo dos sonhos. Os velhos têm a memória distorcida do que experimentaram, têm tudo o que conseguiram não esquecer. Os outros, entre crianças e velhos, têm as suas lutas e ilusões.

 

José Luís Peixoto, in UP, Janeiro de 2017.

 

in http://www.joseluispeixoto.net/toda-a-vida-120409

 

 

 

 

o porto é lindo

Os detalhes evitam o stress. Isto nunca foi dito desta maneira, mas está escrito em páginas de muitos autores (...). 

O coração do Porto não se deixa conhecer. É silencioso quando julgamos que palpita. Não bate de maneira certa. Só quando a morte está perto é que o coração abranda (...). O Porto é difícil de retratar (...) o Porto (...) nos seus detalhes, aqueles que evitam a depressão, a languidez e a morte. Não se morre no Porto, muda-se de casa, de investimento, que é a vida de cada um. 

 

Agustina Bessa-Luís in Espírito do Porto - Aguarelas de Vasco d'Orey Bobone 

 

 

 

 in http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/porto-lindo-drone-diz-sim-115038

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